Quarta, 22 de Novembro de 2017

Primeiro bimestre foi o mais chuvoso dos últimos anos

5 MAR 2010Por 07h:20
Campo Grande registrou o primeiro bimestre mais chuvoso dos últimos seis anos. É o que mostra levantamento do meteorologista Natálio Abraão. Nos dois primeiros meses de 2010, o índice pluviométrico alcançou 645,6 mi l ímetros. Embora não chova desde domingo, em alguns bairros, como o Santa Emilia, várias ruas estão interditadas, com a enxurrada formando lagoas. Como o bairro fica numa região de lençol freático alto, há seis meses a prefeitura não consegue concluir o asfaltamento da Rua Airton Rebouça, linha de ônibus e acesso à sede de campo do Sindicato dos Professores. A coleta de lixo foi suspensa depois que o caminhão atolou na esquina daquela rua com a Avenida Conde de Boa Vista. “Nossa esperança é que a chuva dê uma trégua e o asfalto fique pronto”, afirma Cleonice Santana, dona de um mercadinho exatamente no cruzamento intransitável. Na Rua Ibiraci, duas quadras acima , além de a água acumulada tomar conta da rua, exala um forte mau cheiro . “A lama não seca e por isto fica assim”, explica o aposentado Mario Rodrigues, que mora no trecho mais crítico. Chuva recorde O levantamento de Natálio Abraão confirma que, no último sábado, dia 27, choveu em 80 minutos, 88 milímetros, o equivalente a 30% dos 299 milímetros registrados no mês inteiro . A tromba d’água provocou estragos na cidade e obrigou a prefeitura a decretar situação de emergência. O es t udo de Nat á l io Abraão mostra que o fevereiro de 2010 não foi o mais chuvoso do período avaliado. Em 2006, neste mesmo período choveu 324,4 milímetros. De qualquer forma , o que aconteceu no mês passado ficou acima da média histórica, que é 171,6 milímetros. Em relação ao primeiro mês do ano, quando o índice de precipitação foi de 346,6 milímetros, o levantamento demonstra que não chovia tanto em janeiro desde 2007. O meteorologista assegura que normalmente janeiro e fevereiro são os meses que mais chove em Campo Grande. “Anormal seria estiagem nesta época”, observa Natálio Abraão. Ele prevê que a partir deste mês a tendência é de um regime de chuva mais esparso.

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