Quarta, 22 de Novembro de 2017

Primeiras maldades

9 ABR 2010Por 20h:33

Mariana Trigo, TV Press

 

Marcela Barroso cresceu interpretando garotas comportadas na tevê. E por representar um rol de garotas "nerds" e meninas-prodígio em diversas tramas, desde sua estreia na tevê como a estudiosa Madona de "Sabor da paixão", em 2002, a atriz niteroiense também conviveu com esta fama no colégio e entre seu grupo de amigas. Era necessário o convite para alguma personagem menos certinha para que a atriz se livrasse desse estigma. Tanto que a proposta para assinar com a Record para interpretar a pestinha Ludmila, em "Bela, a feia", foi um alívio. Com 18 anos de idade e oito anos de carreira, Marcela agora se diverte com as armações da personagem que sempre acaba levando a amiga Juliana, de Pérola Faria, para o mau caminho. "No início, fiquei com medo de compor uma personagem assim, uma menina que pisa em cima das pessoas para conseguir o que quer. Nunca tinha feito nada parecido. Sempre tive essa cara de ‘nerd’", constata.

Para compor esta patricinha de Copacabana na trama de Gisele Joras, Marcela alugou dezenas de DVDs sobre gangues de colégios e rixas entre adolescentes. Dentre eles, "Meninas malvadas", protagonizado por Lindsay Lohan, e "As Patricinhas de Bervely Hills", de Amy Heckerling. "Peguei um pouquinho de cada personagem com esse perfil, mas não me inspirei em ninguém especificamente. Ainda bem que não conheço ninguém assim", ressalta, com seu ar de boa moça, que garantiu que a atriz não ficasse fora do ar nem no momento mais crítico da adolescência, quando os jovens costumam passar pelas mutações da puberdade. "Todo mundo me dizia que eu iria parar de trabalhar, que não ia mais ter personagem para mim. Mas o tempo foi passando e não deixaram de me chamar para as novelas", vibra.

Nessa peregrinação durante toda a adolescência, Marcela viveu papéis de destaque, como a espevitada Marcelinha, em "Chocolate com pimenta", ou a destemida Bianca, de "Senhora do destino", papel que trouxe mais reconhecimento na carreira da atriz. "Mas, hoje em dia, o que mais escuto nas ruas é ‘você está muito ruim! Tem de apanhar!’", diverte-se, antes de emendar: "Ela precisa aprender mesmo, sabe? Precisa passar necessidade, dar valor ao que tem e parar de fazer maldades", critica, fazendo cara de boa moça.

Enquanto espera o desfecho de sua primeira personagem na Record, Marcela se concentra para prestar vestibular para Cinema na UFF. "Consegui terminar o ensino médio aos trancos e barrancos, dormia na aula, foi um sacrifício. Mas agora vou estudar o que eu gosto", anima-se a atriz, que também tem se acostumado rápido com a Record após sete anos contratada pela Globo. "Achei que fosse sentir bastante essa mudança de emissora. Cresci na Globo, mas agora tenho certeza de que encontrei meu lugar! Na Record me tratam como se eu fosse da família", elogia.

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