Terça, 21 de Novembro de 2017

Previsão de boas chuvas anima produtores da região sul de MS

20 ABR 2010Por 20h:55

Cícero Faria, Dourados

 

As previsões meteorológicas de que o clima vai mudar muito essa semana na região de Dourados estão trazendo alento aos produtores de milho, que já amargam prejuízos na produtividade por causa do longo período de estiagem.

A safrinha deste ano promete ser uma das mais fracas dos últimos anos, como ocorreu em 2009, porque além da redução de área o tempo conspira contra uma colheita normal. Mas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Climatempo preveem forte mudança no clima a partir de sexta-feira.

A frente fria que está avançando pelo Rio Grande do Sul começará a chegar na Grande Dourados à tarde ou à noite de quinta-feira, quando ocorrerão as primeiras pancadas de chuva de abril. No geral, nesta região faz 26 dias sem chover, embora em algumas áreas a seca passe de um mês.

Ontem, por exemplo, a temperatura máxima ficou em 33,8 graus no período da tarde, o mais quente e a umidade relativa do ar caiu para 28%, segundo a Embrapa Agropecuária Oeste. Essas condições climáticas ressecam mais o solo.

Por isso, os agricultores e técnicos agora estimam perdas de 20% a 30% de redução do rendimento do milho 2ª safra. Com isso, quem esperava colher 67 sacas de média por hectare – estimativa do IBGE, verá reduzida a colheita em 20 sacas/ha no pior cenário de uma quebra de 30%.

Mas se ao longo deste mês a meteorologia não deu boas notícias aos agricultores da Grande Dourados, ontem o Climatempo previa chuvas (com 90% de probabilidade de ocorrerem) de até 48 milímetros na sexta-feira e mais 34 mm no sábado. O tempo ficará instável nos dias seguintes, mas pancadas mais leves.

O milho está em diferentes fases de crescimento porque foi plantado em períodos diferentes, à medida que foi terminando a colheita da soja. As mais adiantadas estão em estágio de pendão e ‘embonecando’, anteriores a época de início de formação de grãos. Por isso, explicam os técnicos, que a falta de água, ou o chamado estresse hídrico, seria crítico para a cultura neste período.

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