Cidades

Cidades

Presidente do STJ autoriza corte de ponto de servidores grevistas

Presidente do STJ autoriza corte de ponto de servidores grevistas

terra

07/08/2012 - 07h00
Continue lendo...
 Os servidores federais em greve no Distrito Federal poderão ter os dias parados descontados.
 
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, suspendeu decisão da Justiça Federal que impedia o corte do ponto. Com a suspensão, o STJ cassou mandado de segurança concedido no último dia 25 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
 
O tribunal acatou pedido do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep/DF), que havia alegado que o corte só poderia ocorrer se a greve fosse considerada ilegal e abusiva, com direito a defesa por parte dos servidores paralisados. De acordo com Pargendler, não é cabido autorizar que o servidor grevista seja remunerado mesmo que a paralisação seja legitima.
 
O presidente do STJ também argumentou que decisões judiciais que impedem o corte de ponto violam gravemente a ordem administrativa, ao inibirem ato legítimo do gestor público. Para Pargendler, as greves no setor público obedecem à mesma lógica do setor privado, em que o contrato de trabalho é suspenso e o direito do trabalhador ao salário é afastado. Ele ainda criticou a duração das paralisações no serviço público.
 
''No setor público, o Brasil tem enfrentado greves que se arrastam por meses. Algumas com algum sucesso, ao final. Outras, sem consequência para os servidores. O público, porém, é sempre penalizado'', escreveu.
 
O ministro acrescentou que o desconto dos dias parados pode ser compensado com dias extras de trabalho após o fim da greve, mas entendeu que o governo tem poder para suspender a remuneração dos servidores durante as mobilizações. Edição: Fábio Massalli

Cidades

Acidente da Voepass: Polícia Federal indicia 16 pessoas; veja lista

No voo que terminou com a queda, a tripulação comparou a aeronave a um "Fusquinha" ao comentar sobre falhas

06/08/2026 21h00

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Federal divulgou nesta quinta-feira, 6, o relatório sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que deixou 62 pessoas mortas em 2024. Foram indiciados 16 funcionários e ex-funcionários da empresa pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Veja a lista:

Edson Serra Martins - piloto, comandante do voo PTB 2293;

Luciano Alves de Macedo - piloto, comandante do voo PTB 2204;

Oderlino de Campos Figueiredo - despachante operacional de voo (DOV) dos voos PTB 2293 e PTB 2204;

John Major Viana - despachante operacional de voo (DOV) do voo PTB 2282;

Marcos Hiroyuki Sato - despachante operacional de voo (DOV) responsável pelo voo PTB 2283;

Alex de Souza Leandro - mecânico responsável pela liberação da aeronave; (Mecânico do pernoite responsável pelo Daily Check do PS-VPB)

William Schmidt Agatz - gerente do Centro de Controle Operacional da empresa (CCO);

Juliano Flores Pacheco - gerente do Centro de Controle de Manutenção (MCC); Gerente do MCC (Maintance Control Center)

Raphael Limongi de Figueiredo - chefe do CCO; também aparece nos depoimentos como piloto-chefe e chefe de tripulação; Chefe do CCO (centro de controle operacional)

Marcel Sarquis Moura - diretor de Operações;

Tiago Passucci Morani - gerente de Engenharia e inspetor-chefe;

Carlos Alberto Costa - diretor de Manutenção;

Eric Consoli - diretor Técnico

Rafael Gimenez Rodrigues - piloto-chefe e responsável pelo Programa de Monitoramento de Dados de Voo (FOQA)

David da Costa Faria Neto - diretor de Segurança Operacional;

José Luiz Felício Filho - Diretor Presidente da Voepass

O relatório afirma que José Luiz Felício Filho, diretor-presidente da Voepass, era quem "efetivamente" deveria agir para "interromper o cenário de omissões que a companhia aérea vivia quanto à manutenção e operação das aeronaves".

A PF também encaminhou uma cópia do relatório à Corregedoria Regional da Polícia Federal em São Paulo para fins de análise quanto a possível ocorrência do crime de prevaricação ou corrupção passiva privilegiada por parte de algum integrante da da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Antes, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), já havia apontado falhas da Anac, que não teria aproveitado no processo de gestão de risco "condições latentes identificadas". Segundo a investigação, houve falta de supervisão sobre práticas informais na empresa.

Diálogos registrados na caixa-preta do avião da Voepass mostram que a aeronave apresentava falhas recorrentes não sinalizadas pelas tripulações. Segundo a PF, a causa do acidente foi a perda de controle em voo causada pelo acúmulo de gelo na aeronave, da inoperância do sistema pneumático de degelo do avião e da não execução tempestiva e adequada de procedimentos necessários para falha no sistema degelo, degradação de performance, condições severas de gelo e estol (perda de sustentação).

O relatório revelou que os pilotos sabiam sobre a falha no sistema de degelo. Durante o voo imediatamente anterior, entre Guarulhos e Cascavel, o alerta AIRFRAME FAULT (sinal para falhas no sistema de degelo) foi acionado oito vezes e a tripulação realizou resets do dispositivo ao menos cinco vezes.

Piloto: Ó lá o gelo, o gelo foi embora agora, finalmente, escutei um barulho aqui, foi o gelo que voou. (Comentário realizado na aproximação de Cascavel).

Copiloto: Muito bom, comandante.

Após o pouso, o piloto afirmou:

Piloto: Chegamos vivos.

Piloto: Ufa, chegamos vivos.

Para a Polícia Federal, os registros demonstram um "comportamento sistêmico de falhas", uma vez que diversas mensagem ocorreram em sequência e se repetiram em intervalos de poucos segundos.

"Quando as tripulações dos voos anteriores deixaram de registrar falhas do sistema de degelo, permitiram que discrepâncias repetitivas e críticas permanecessem ocultas, contribuindo para que o sistema de degelo pneumaticamente comandado continuasse operando com intermitências não sanadas", destacou a PF.

No voo que terminou com a queda, a tripulação comparou a aeronave a um "Fusquinha" ao comentar sobre falhas.

Piloto: É o Airframe que deu fault, pode tirar, pode tirar, pelo menos a gente já sabe que tá... [fudido]

Copiloto: Olha a situação, se bem que não tá reportado isso aí, mas pra gente não pegar gelo teria que ir no 110, né? (110 é referência ao nível de voo FL110)

Após o comentário, é emitido um sinal sonoro de detecção de gelo

Piloto: Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele Fusquinha, Herbie lá, Herbie, filme bem antigo.

Em seguida, a tripulação comenta sobre a presença de bastante gelo e reclama sobre a aeronave.

Copiloto: Bastante gelo [ali]

Piloto: Éh

Copiloto: Ligar o airframe

Piloto: Essa bosta não tá funcionando, né?

Copiloto: É

Copiloto: Gelo

Em seguida, uma série de alertas são emitidos: Performance Degradada, Increase Speed e estol (perda de sustentação), até o último alerta sonoro, que sinaliza proximidade do solo.

Confronto Policial

Foragido da Justiça de Santa Catarina morre após confronto com policiais em MS

Homem de 39 anos era procurado pela Justiça de Santa Catarina e teria ameaçado uma advogada horas antes; ele foi baleado durante abordagem e morreu no hospital.

06/08/2026 19h39

Claudinei Borgert foi socorrido após ser baleado durante confronto com policiais e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, onde morreu pouco depois.

Claudinei Borgert foi socorrido após ser baleado durante confronto com policiais e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, onde morreu pouco depois. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um homem de 39 anos, identificado como Claudinei Borgert, morreu na noite desta quinta-feira (6) após ser baleado durante um confronto com policiais militares no bairro Santa Júlia, na região norte de Três Lagoas. Procurado pela Justiça após ser condenado por roubo, ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Conforme informações preliminares, equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (Getam), do 2° Batalhão da Polícia Militar, realizavam patrulhamento pela região quando localizaram Claudinei.

Contra ele havia um mandado de prisão definitiva expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A ordem judicial estava relacionada a uma condenação pelo crime de roubo.

Antes de ser localizado pelos militares, Claudinei também teria se envolvido em uma ocorrência registrada nesta quinta-feira. A informação inicial é de que ele teria ameaçado uma advogada e, durante o episódio, afirmado fazer parte de uma facção criminosa.

Após tomarem conhecimento da situação e da existência da ordem de prisão, os policiais intensificaram as buscas e encontraram o foragido durante patrulhamento no bairro Santa Júlia.

Segundo a versão da polícia, no momento em que os militares tentaram realizar a abordagem, houve um confronto. As circunstâncias exatas da troca de tiros ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Claudinei acabou atingido pelos disparos.

Depois de controlarem a situação, os policiais desarmaram o homem e prestaram os primeiros atendimentos. Ele foi encaminhado ainda com vida ao Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas.

Apesar do atendimento médico, Claudinei não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pouco depois da entrada dele na unidade hospitalar.

O caso deverá ser formalmente investigado para esclarecer toda a dinâmica da ocorrência, incluindo as circunstâncias que antecederam a abordagem e o confronto. Novas informações também poderão apontar detalhes sobre a ameaça atribuída ao homem horas antes de sua morte.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).