Política

NOVO PARTIDO

Presidente do PSB-SP defende Kassab

Presidente do PSB-SP defende Kassab

FOLHA ONLINE

09/03/2011 - 09h20
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Alvo de críticas de correligionários, o presidente do PSB em São Paulo, Márcio França, saiu em defesa da movimentação partidária do prefeito Gilberto Kassab e atacou o "personalismo" dos políticos de sua legenda.

França é peça central na articulação política de Kassab. O prefeito pretende criar uma legenda, o PDB, e depois promover sua fusão com o PSB. A manobra seria usada para que ele deixasse o DEM sem risco de ser cassado por infidelidade partidária.

Ao lado de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, Márcio França é fiador dessa estratégia.

Mesmo não admitindo o acerto com Kassab, ele defende o prefeito e critica aqueles que "têm medo" de perder espaço com a chegada dele. "O Kassab não está dividindo o partido. A gente passa a vida inteira tentando convencer as pessoas de que o nosso campo é o certo. Se o cara acha isso, eu tenho que estar comemorando, não criticando", afirmou.

França citou nominalmente personagens como os deputados federais Luiza Erundina e Gabriel Chalita, ambos de seu partido.

A primeira, em entrevista à Folha, criticou abertamente a movimentação de Kassab, a quem chamou de "representante de forças conservadoras". Já Chalita iniciou conversas com outros partidos por entender que, com a migração do prefeito, perderá espaço na legenda.

"A Erundina é uma figura histórica, de importância para o partido, mas uma legenda também precisa de puxadores de votos. Sem eles, muita gente teria ficado de fora nessas eleições. Ela inclusive", disse França.

O tom do presidente do PSB em São Paulo é uma resposta a críticas da deputada. "Ele decide tudo sozinho. Não faz consultas. Age como se fosse o dono do PSB", disse Erundina, ao avaliar o ingresso de França no governo de Geraldo Alckmin.

O presidente estadual do PSB é secretário de Turismo de Alckmin. "A aliança foi aprovada por toda a Executiva Estadual. O PSB achou que poderia fazer parte do projeto de Alckmin e isso não nos cria nenhum constrangimento", disse França.

ENGATINHANDO

Investimentos em redes sociais ainda não empolgam os candidatos no Estado

Pré-candidatos investiram entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em anúncios na Meta antes do início oficial da campanha eleitoral

30/07/2026 08h00

Reprodução/TSE

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Apesar da proximidade das eleições e do fim do período de convenções partidárias, os pré-candidatos e os candidatos de Mato Grosso do Sul ainda mantêm um ritmo tímido de investimentos em publicidade nas redes sociais.

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com base na Biblioteca de Anúncios da Meta, mostra que, até o momento, o conjunto de anúncios identificados soma entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em gastos com impulsionamento no Facebook e no Instagram.

O montante considera apenas os valores divulgados pela plataforma. Os números indicam que a disputa digital ainda está em fase inicial e a tendência é de que os investimentos em impulsionamento cresçam após a definição oficial das candidaturas e o avanço da campanha, quando a presença nas redes sociais passa a ser um dos principais instrumentos para ampliar o alcance das mensagens e consolidar a imagem dos candidatos junto ao eleitorado.

Além disso, o baixo volume de investimentos nas plataformas digitais também pode refletir uma opção de parte dos pré-candidatos e dos candidatos por priorizar o contato direto com o eleitor e o uso das mídias tradicionais, como rádio, televisão, sites e jornais impressos. 

Essa estratégia ganha força em um cenário de crescente preocupação com a disseminação de desinformação e notícias falsas nas redes sociais, fator que pode reduzir a confiança do eleitor nesse ambiente e levar campanhas a buscar formas de comunicação consideradas mais confiáveis.

LÍDERES DE GASTOS

 Esse montante inclui outros 12 candidatos e pré-candidatos, cujos valores gastos oscilam entre R$ 100 e R$ 400.

Entre os políticos com maior volume de anúncios patrocinados aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), pré-candidata a deputada federal, com investimento entre R$ 7,5 mil e R$ 9,9 mil. Na sequência estão o deputado estadual Gerson Claro (PP), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 4 mil e R$ 5,5 mil, e o ex-secretário Hélio Peluffo (PP), pré-candidato a deputado estadual, com gasto entre R$ 2,3 mil e R$ 5,4 mil.

Também figuram entre eles o deputado estadual Coronel David (PL), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 2,1 mil e R$ 5,4 mil, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PP), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 3,1 mil e R$ 4,7 mil, e o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato a senador, com gasto entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2 mil.

Mais atrás aparecem o governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, cuja gasto varia entre R$ 2 mil e R$ 3,7 mil, e Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com gastos entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.

Logo em seguida temos o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato a senador, que investiu de R$ 300 a R$ 1,7 mil, e o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, com gastos entre R$ 900 e R$ 1.197.

Outros pré-candidatos aparecem com investimentos mais modestos, tais como o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 800 e R$ 1.097, e o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), candidato a deputado estadual, que investiu entre R$ 700 e R$ 1.096.

Já o o influencer Bruno Ortiz (Republicanos), pré-candidato a deputado estadual, gastou entre R$ 600 e R$ 1.095, e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), pré-candidato à reeleição, investiu de R$ 300 a R$ 894.

Por último, temos o vereador Professor Juari (PSDB), candidato a deputado federal, que teve gasto entre R$ 500 e R$ 797, e o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que gastou até R$ 594.

Eleições

Eduardo Bolsonaro diz que Milei foi 'educado' e 'suave' nas críticas ao Brasil

Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e Alexandre de Moraes de "lixo careca"

29/07/2026 22h00

Javier Milei, presidente da Argentina, participou da convenção do PL

Javier Milei, presidente da Argentina, participou da convenção do PL Foto: Divulgação

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 O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que concorda com as críticas do presidente argentino Javier Milei ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada na noite desta terça-feira, 28, em entrevista ao jornal argentino La Nacion.

Para Eduardo Bolsonaro, Milei foi "muito educado" e "suave' nas falas sobre Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No sábado, 25, Javier Milei participou da convenção nacional do PL. O evento oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, à Presidência.

Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e Alexandre de Moraes de "lixo careca".

As falas geraram crise diplomática entre o Brasil e a Argentina, com a participação de ministros, tanto do governo federal quanto do STF, e a convocação do embaixador do país vizinho para prestar esclarecimentos.

Na entrevista, Eduardo Bolsonaro negou que a presença de Milei na convenção do PL configure interferência eleitoral.

Ele afirmou, sem apresentar provas, que o PT teria atuado para favorecer o candidato Sergio Massa nas eleições argentinas de 2023, e classificou esse suposto apoio como a verdadeira interferência externa no país vizinho.

Sobre a corrida eleitoral, Eduardo Bolsonaro disse confiar na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula.

Argumentou que o discurso usado por Lula contra o pai nas eleições anteriores, associando-o às mortes durante a pandemia de covid-19, perdeu força. Para ele, o aumento da inflação e da criminalidade no Brasil pesará contra o atual governo.

O ex-deputado voltou a acusar Lula de proximidade com o crime organizado. Disse que o petista fez lobby em Washington em favor do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atribuiu a designação das organizações como grupos terroristas pelos Estados Unidos a uma articulação do irmão Flávio junto ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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