Sexta, 24 de Novembro de 2017

Presença de Artuzi no palanque de André gera protestos

3 AGO 2010Por 10h:05
Fábio Dorta, de Dourados

A presença do prefeito de Dourados Ari Artuzi (PDT) no palanque do governador André Puccinelli (PMDB) em Dourados gerou protestos por parte de aliados ao governador que fazem oposição ao prefeito. Alguns deles assumiram publicamente seu descontentamento.
No lançamento do comitê oficial da campanha de Puccinelli na noite de sábado o vereador e candidato a deputado estadual Marcelo Barros (DEM) se recusou a subir no palanque por causa da presença do prefeito e ainda divulgou nota oficial nos jornais locais acusando Artuzi de ser corrupto.
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB), depois de relutar muito, acabou discursando, mas não citou a presença de Artuzi e elogiou publicamente a postura de Barros. Resende e o prefeito são desafetos assumidos e desde o ano passado têm trocado fortes críticas por meio da imprensa.
Nos bastidores, Resende tem comentado que o prefeito está sendo oportunista por apoiar a reeleição do governador, apesar de o seu partido caminhar com o petista José Orcírio dos Santos. Para o deputado federal, Artuzi só declarou apoio a Puccinelli porque o peemedebista lidera as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado.
Já Marcelo Barros partiu abertamente para o ataque. Em uma nota oficial, com o título “Marcelo não sobe no mesmo palanque que Artuzi”, o vereador afirma que está “numa caminhada pela ética na vida pública” e não pode dividir o palanque “com uma pessoa acusada de vários crimes e que pratica uma série de ilegalidades na administração da nossa cidade”.
Meio expediente
Alheio às críticas de Resende e de Barros, Artuzi tomou uma decisão polêmica e, em plena campanha eleitoral, baixou decreto reduzindo de oito para seis horas o expediente na maioria das secretarias. A partir de ontem e por tempo indeterminado, o horário de trabalho e de atendimento ao público será das 7h às 13h.
Embora o prefeito garanta que a medida foi tomada para economizar, vários servidores que ocupam cargos em comissão e que pediram para não ter os nomes revelados disseram que a decisão foi política, para beneficiar candidatos que têm o apoio do prefeito. “Muitos de nós estão sendo convocados para participar da campanha”, disse um funcionário público.
A justificativa oficial é de cortar despesas sob a alegação de que arrecadação caiu, principalmente o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O prefeito ainda determinou que em 30 dias os secretários apresentem um plano de contenção de gastos com o objetivo de diminuir o custeio de cada pasta em pelo menos 20%.

Leia Também