Quinta, 23 de Novembro de 2017

Prefeitura e feirantes discutem exigências

17 FEV 2010Por 07h:51
realizará, nesta quinta-feira, uma reunião com feirantes para definir o cumprimento da legislação estadual quanto à vigilância sanitária de alguns produtos comercializados. O Ministério Público Estadual (MPE) provocou essa discussão, já que a maioria das carnes, leite e derivados é vendida nas feiras livres sem origem. O encontro da promotora da Defesa do Consumidor, Cristiane Amaral Cavalcante, feirantes e representantes de várias secretarias municipais ocorrerá amanhã no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), a partir das 15h. Em Dourados funcionam várias feiras livres, mas a central na Rua Cuiabá, com quase 40 anos de existência, é onde os consumidores encontram carnes bovina, suína e de frango; leite e seus derivados, mantidos muitas vezes sem refrigeração e origem definida. “A questão é polêmica”, admitiu o secretário de Agricultura, Indústria e Comércio, Mauricio Peralta, que admite o cumprimento da legislação, “mas não podemos esquecer os feirantes e pequenos produtores rurais que dependem desta atividade tão tradicional e importante para a cidade”. Nesta reunião, os feirantes ouvirão da representante da promotoria aspectos da legislação que regulamenta o comércio de produtos de origem animal. A prefeitura buscará uma intermediação no caso, pedindo um prazo para que os quase 40 feirantes do setor de carne e leite se adequem às normas, cobradas pela promotora. Peralta lembrou que a feira central é um ponto de referência em Dourados, com dez mil pessoas por dia circulando da noite de sexta-feira até a manhã de domingo pelas barracas. Esse centro comercial ocupa dois quilômetros de extensão na Rua Cuiabá. “A administração está estudando várias alternativas para o caso de feira da Rua Cuiabá, que, na verdade, promove um turismo de evento nos finais de semana com douradenses e visitantes indo até lá para fazer o seu lazer com comidas e bebidas”, argumentou o secretário. Ele avalia que o MPE dará mais prazo para que os feirantes e pequenos produtores façam ajustes no seu comércio. E essa é a tese que o secretário e outros representantes da Prefeitura defenderão no encontro de amanhã.

Leia Também