Domingo, 19 de Novembro de 2017

Prefeitos do PMDB estão divididos entre Dilma e Serra

26 JAN 2010Por Maria Matheus07h:20
Prefeitos do PMDB estão divididos entre apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à Presidência da República e a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Parte deles deve pedir votos ao candidato indicado pelo governador André Puccinelli (PMDB), outros declararam apoio a Di lma, i ndependentemente da posição do governador ou do diretório estadual do PMDB. Ontem, em evento realizado na Assomasul, o prefeito de Anastácio Cláudio Valério da Silva, admitiu a preferência por Dilma. “Sou muito fã do Lula. Ainda estou estudando, mas acho que o Lula foi um bom presidente”, afirmou. Embora também tenha demonstrado maior simpatia por Dilma, a prefeita de Nioaque, Ilca Domingos, disse que seguirá a orientação do partido. “Vejo que o Serra vem com uma candidatura já desgastada, acho que tem que ser revigorado. As pessoas com que tenho conversado não querem apoiar o Serra, mesmo aquelas que não querem a Dilma. Mas eu vou ouvir a maioria do PMDB”. Para Jun Iti Hada, prefeito de Bodoquena, o PMDB deveria lançar candidato próprio, mesmo que não vença a disputa. O governador do Paraná, Roberto Requião, que na sexta-feira deve vir a Campo Grande, lançou sua précandidatura. “É um partido grande, bem estruturado no País, não podemos fugir de lançar candidato próprio. Enquanto não lança, vamos ficar na rabeira de outros partidos”, avaliou Jun. “Iria fortalecer o partido para, futuramente, termos reais condições de ganhar”. Mas para Cláudio Valério, o PMDB não tem nome que unifique a sigla para viabi l izar a cand idatura própria ao Planalto. “Não tem nome para concorrer. O Requião gosta muito de inventar essas coisas, mas não tem cacife para disputar com os dois nomes que estão postos.” Se o PMDB não lançar candidato, Jun pretende seguir a orientação da direção nacional. “Vai depender dos acertos que fizerem lá em cima, temos que trabalhar em bloco. Acho que se o partido formar uma coalizão em nível federal, os municípios e estados deveriam seguir a mesma tendência”, opinou. O prefeito de Brasilândia, Antônio de Pádua Thiago, vai seguir a orientação do governador, assim como a prefeita Dinalva Mourão, de Coxim, o prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman e o vice-prefeito de Jardim, Carlos Grubert. “Se nosso governador fizer coligação com o PT, não vejo problema nenhum em apoiar a candidata do PT, seja a Dilma ou quem quer que seja. Meu vice é do PT e tenho um bom relacionamento com o partido”, declarou Antônio Thiago. Fauzi, por sua vez, assegura não ter preferência pessoal porque, segundo ele, não existem muitas diferenças nas propostas de Serra e Dilma. “Sou um soldado do governador, estou no grupo político dele e acompanho a decisão que ele tomar”, disse Fauzi. Miscelânea Alguns prefeitos apontam a tendência a apoiar candidatos de diferentes chapas, elegendo o critério de afinidade ou de “contribuição para com o município” para escolher aqueles a quem pedirão votos. Assim, independentemente da posição do governador ou do diretório nacional, muitos prefeitos vão pedir votos para candidatos de outros partidos para as vagas de deputado e senador, principalmente. C l áud io Va lé r io, p or exemplo, pretende pedir votos em Anastácio para Waldemir Moka (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) para o Senado, embora eles concorram em chapas distintas. O primeiro disputa com o senador Valter Pereira a indicação do PMDB para concorrer na chapa de Puccinelli. O petista vai compor com o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). Para o prefeito de Bodoquena, boa parte dos prefeitos vai apoiar candidatos de chapas rivais. “Com certeza vai ter miscelânea”, afirmou. Ele também vai apoiar Moka e Delcídio para o Senado. “No caso de deputado federal, senador e deputado estadual, vão ter muitas composições”, afirmou. Decisão vertical A prefeita Ilca Domingos lamentou que o PMDB não tenha chamado seus prefeitos para discutir o processo sucessório. “É uma negociação de que basicamente fomos excluídos. Nunca fui chamada para ser ouvida em nenhum momento de negociação”, reclamou.

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