Quarta, 22 de Novembro de 2017

Prefeito deve enfrentar processo de impeachment

3 SET 2010Por 19h:59
Fernanda Brigatti

Os três vereadores que “sobraram” na Câmara de Dourados ainda aguardam a convocação dos suplentes para dar continuidade ao trabalho legislativo. O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, Dirceu Longhi (PT), já definiu, no entanto, que pedirá o impeachment do prefeito Ari Artuzi (PDT), tão logo haja o quórum necessário.
Ontem, ele e os vereadores Gino Ferreira (DEM) e Délia Razuk (PMDB) – os que restaram na Câmara após a devassa da Operação Uragano – se reuniram e decidiram aguardar a decisão da juíza eleitoral de Dourados, Dileta Terezinha Souza Thomaz, de convocar os substitutos dos parlamentares presos. Além disso, eles manterão a próxima sessão legislativa, que será realizada na quinta-feira (9/9). A vereadora Délia Razuk deve assumir a presidência da Câmara, pelo critério de idade.
O prefeito Ari Artuzi, ainda que escape do Ministério Público, está na mira do legislativo. “Eu, como vereador, baseado nas informações da CPI da Saúde e nessas provas do Ministério Público e da Polícia Federal, vou pedir o impeachment”, afirmou Dirceu Longhi.
Ainda segundo ele, caso os vereadores que hoje estão presos sejam liberados, ele solicitará que eles renunciem seus cargos na mesa diretora da Câmara. Sidlei Alves (DEM), presidente, Zezinho da Farmácia (PSDB), vice-presidente, Humberto Teixeira Júnior (PDT), primeiro-secretário, e Aurélio Bonatto (PDT), segundo-secretário, figuram entre os presos.

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