Sexta, 24 de Novembro de 2017

Prefeito de Dourados diz não ter medo de ser preso

10 MAR 2010Por 10h:02
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), declarou ontem não ter medo de ser preso por suposto envolvimento nos crimes apurados pela Polícia Federal na Operação Owari. “Não devo nada a ninguém”, explicou. “É tudo mentira”, completou. O procurador- geral de Justiça, Miguel Vieira da Silva, pediu ao Tribunal de Justiça (TJ) a prisão do prefeito por integrar quadrilha que desviava dinheiro do contribuinte por meio de licitações fraudulentas. Entretanto, Artuzi afirmou que o pedido não existe. “A minha defesa foi ao tribunal e não encontrou nada nos registros. Só se o pedido (de prisão) ainda está no envelope”, ironizou. “Mesmo existindo o requerimento, não tenho medo de nada, pois o juiz não vai autorizar a prisão, já que não fiz nada”, reforçou. A única coisa que o prefeito admite ter feito é manter por três meses pagamento de aluguel para ocupar o Hospital da Mulher, antigo Hospital Santa Rosa, hoje administrado pelo Hospital Evangélico. “Não tinha como mandar as pessoas embora”, explicou. “Fora isso, todas as licitações foram feitas na gestão passada”, complementou. Sobre o fato de sua assessora de campanha e atual funcionária comissionada da prefeitura, Márcia Geromini, ser flagrada, por meio de escuta telefônica, pedindo recursos à família Uemura, Artuzi simplesmente disse que “o problema é dela (da funcionária)”. Segundo o prefeito, as denúncias não passam de “perseguição” política e “preconceito”. “Tem gente grande por trás disso tudo, eles não admitem o fato de eu ser prefeito. Não aceitam até hoje a derrota nas eleições”, acusou, sem citar nomes.

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