Domingo, 19 de Novembro de 2017

Preço do pão francês aumentou 13,5%

15 MAR 2010Por 04h:14
O preço do pão francês aumentou 13,5% em período de quatro meses. Os dados foram apurados em pesquisa feita ontem pela equipe de reportagem do Correio do Estado em nove padarias e supermercados pesquisados na Capital. O levantamento mostrou que o preço do pãozinho varia de R$ 4,29 a R$ 9. Supermercado localizado na Vila Planalto, elevou o preço do quilo do pão para R$ 4,29. Em outubro, custava R$ 3,78. A variação dos reajustes ficou entre 3,5% e 13,5%. De acordo com proprietário da padaria Fornello, Nabor Almeida, a saca da farinha de trigo especial não aponta alterações significativas no mesmo período, mantendo preço médio de R$ 68. O que também pesa no preço do pão, segundo o empresário, é o açúcar, que já acumulou reajustes em torno de 100%. Mesmo assim, ele frisa que em seu estabelecimento não reajustou o preço do quilo do pão francês (R$ 6,60) para o consumidor. A maior queixa dos panificadores são os impostos e o elevado custo da energia elétrica, fermento, e outros componentes do pãozinho. “ Tudo est á cont ri bu i ndo para que as coisas fiquem mais difíceis”, lamenta Nabor Almeida. Para minimizar o alto impacto do custo final do produto, ele conta que compra farinha com pagamento à vista. “O desconto não é muito, mas no final, para quem compra grandes quantidades, acaba valendo a pena”. Trigo O empresário Waldir Zorzo, do Moinho Dallas, ressalta que em Mato Grosso do Sul existem 70 mil toneladas de trigo, considerando os estoques particulares e do Governo. “Não vai faltar farinha e também o custo não vai subir”, prevê. “O trigo nunca esteve tão barato e abundante. O estoque mundial é o maior dos últimos dez anos. Além disso, temos condições de importar trigo da Argentina, Canadá e Paraguai. A Ucrânia também nos ofereceu trigo. Essa taxação para o trigo importado dos Estados Unidos não vai nos afetar em nada”. Waldir Zorzo também lembra que a isenção do Pis/Cofins sobre a farinha, que a princípio será até o mês de julho de 2011, veio para baratear o preço do pão. “Acredito que esse imposto não volte mais”, diz.

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