Domingo, 19 de Novembro de 2017

Preço do milho cai, mas safrinha é boa

2 AGO 2010Por 06h:56
Maurício Hugo

Com 20% da área de milho safrinha colhida no Estado, até aqui é excelente a qualidade do produto. O mesmo não se pode dizer, no entanto, do mercado. O preço continua baixo e nem poderia ser diferente, uma vez que ainda há estoques no Estado e principalmente no Estado de Mato Grosso, o que provocou leve redução nas cotações internas do produto. Na semana passada, o preço no Estado variava entre os R$ 11 e R$ 12.
Conforme a opinião do corretor Vilmar Hendges, de Campo Grande, os negócios grandes com milho não estão acontecendo e, por isso, em negócios pequenos as oscilações de preço são pequenas, então essa diferença. “Normalmente, o que influencia é o custo do frete, dependendo da região onde o milho está. Na semana passada houve quem pegasse R$ 12,20 na saca”, afirmou o corretor.

Os leilões
O que tá salvando a situação de superestoque de milho são os leilões promovidos pela Conab. Na semana passada, mais precisamente na quinta-feira, foi realizado o último leilão oficial. Foram ofertadas 2 milhões de toneladas do produto. E, segundo Vilmar Hendges, foram comercializados 1 milhão e 800 mil, a maior parte destinada à exportação.
Dos estoques de Mato Grosso do Sul foram ofertadas apenas 160 mil toneladas e um total de 130 mil comercializadas, o que corresponde a  81%. Do Estado de Mato Grosso, onde o volume de estoque é muito maior, foram ofertadas 1 milhão e 200 mil toneladas e tudo foi comercializado.
Um novo leilão de milho deve acontecer esta semana, no dia 5, também uma quinta-feira. Mais 2 milhões de toneladas serão ofertadas pela Conab.

A nova safra de soja
Já com previsão de um custo de produção menor, en função do dólar principalmente, os produtores rurais já se movimentam com vistas ao plantio da nova safra de soja, cultivada a partir de novembro, principalmente.
Vilmar Hendges acha cedo para fazer algum prognóstico mais importante, mas o que dá para sentir no mercado é que deve acontecer uma redução ainda maior na área de milho na safra de verão. E essa área, certamente, deverá ser destinada a soja, o que poderá trazer um pequeno aumento da área destinada à oleaginosa em Mato Grosso do Sul. Quanto às cotações, segundo ele, a Bolsa de Chicago tem dado picos para cima e para baixo, mas no geral o preço melhorou um pouco, tem se elevado. No entanto, já é certo que a safra dos EUA vai ser excelente, o que provoca estabilidade nas cotações, sem previsão de grandes altas. Na Europa e na Rússia, têm se verificado alguns problemas especialmente em função do clima. “Mas demanda é forte, especialmente por causa da China”, analisa Hendges.
Hoje (sexta-feira) o preço no disponível é de R$ 33 na região de Dourados. Já esteve R$ 29 e 30, o que demonstra que houve melhora. O corretor destaca, no entanto, que o mercado futuro está retraído,  porque ainda há muita incerteza com relação ao comportamento das safras estrangeiras e as perspectivas futuras nas safras do Brasil e Argentina.

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