Sábado, 18 de Novembro de 2017

Preço da soja reage, mas não gera esperança

19 ABR 2010Por 08h:58
Maurício Hugo

Os preços futuros da soja terminaram a quinta-feira da semana passada mais valorizados na Bolsa de Chicago. Logicamente que houve reflexos no mercado brasileiro, embora a alta não seja significativa. Chegou a se noticar como “uma forte valorização na Bolsa de Chicago”. Mas na verdade, os contratos com vencimento em julho fecharam o dia cotados a US$ 9,930 por bushel. Isso representa uma alta de 16 centavos de dólar em relação ao dia anterior, o que vem a significar muito pouco em reais.
Em Mato Grosso do Sul houve também uma leve alta próximo a R$ 1, com os preços chegando quase a R$ 30 a saca. Para o corretor de grãos de Chapadão do Sul, Pedro Calgaro, no entanto, não é para ninguém pensar que a soja possa reagir mais do que isso. “O que a gente sabe é que, com a safra colhida no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos, o mercado não tem como reagir. Aqui nós vamos ficar com essa variação de preços entre R$ 28 e R$ 30 a saca de 60 quilos, e nada diferente disso”, avalia Calgaro.
Analistas internacionais consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o ganho em Chicago foi atribuído a um movimento de cobertura de posições vendidas, depois de superados alguns níveis de resistência.
A falta de vendas mais agressivas atraiu compradores para o mercado, o que acabou dando um suporte mais firme para os preços da soja em Chicago.
Refletindo o momento, os preços tiveram alta de 2,68% durante esta semana em cooperativas do Paraná. Na segunda-feira, eram cotados a R$ 29,80 a saca de 60 quilos e, na última sexta-feira, o valor era de R$ 30,60.

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