Domingo, 19 de Novembro de 2017

Prazo de plantio deve ser respeitado em MS

27 FEV 2010Por 05h:05
O zoneamento agrícola de risco climático do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu prazos rígidos na data máxima de plantio do milho safrinha, nos diversos tipos de solo, para que seja assegurada a apólice do Proagro (que ampara produtores familiares que têm perdas na colheita) ou do seguro rural. O alerta foi feito pelo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aegran), Bruno Andrade Tomasini. Ele citou o caso de Dourados, um dos maiores plantadores do milho 2ª safra do Estado, com previsão dos técnicos de 90 a 100 mil hectares esse ano. A cultura financiada, enquadrada no Grupo 3 (ciclo médio), por exemplo, tem período recomendado de 1º de janeiro a 20 de fevereiro. Neste caso, o ciclo de desenvolvimento das lavouras é superior a 145 dias. No Grupo 2 estão as cultivares precoces, bastante utilizadas na região de Dourados no inverno, cujo plantio começou também em 1º de janeiro, mas o prazo para a semeadura terminará amanhã, dia 28. O ciclo varia de 120 a 145 dias, do plantio à colheita. No Grupo 1 estão as sementes de híbridos superprecoces, podendo o plantio se estender até dez de março, com ciclo de até 120 dias. “Mu itos produtores usam sementes de milho híbridas, sem observar esses prazos do zoneamento climático, e podem ter problemas com o seguro em caso de perdas por causa do clima desfavorável, que é comum no sul do Estado”, alertou Tomasini. Na safra de 2009, foi a seca quem reduziu a área plantada em Dourados de 100 mil para 78 mil hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O respeito aos prazos do zoneamento, para quem financiou a safrinha no Banco do Brasil ou outra instituição financeira, “é fundamental para o eventual recebimento da cobertura”, destacou o dirigente da Aeagran. O Proagro (espécie de seguro rural) cobre lavouras de até R$ 150 mil, enquanto seguro rural, que tem subvenção do Ministério da Agricultura, abrange áreas acima deste limite de custeio. Produção Em 2009, Mato Grosso do Sul produziu 1,8 milhão de toneladas de milho na segunda safra, em uma área cultivada de 853.800 hectares, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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