Domingo, 19 de Novembro de 2017

Portaria obriga produtor a declarar equinos

2 SET 2010Por 20h:50
ADRIANA MOLINA

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul deverão declarar o rebanho de equinos à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) até 20 de dezembro. A declaração é obrigatória tanto para animais de comercialização, quanto de tropa de trabalho e não tem nenhum custo aos criadores, conforme portaria publicada ontem no Diário Oficial do Estado.
Após esta data, o cadastramento de animais com idade superior a 6 meses será condicionado a apresentação de exame de anemia infecciosa equina. São considerados equídeos para o cadastro: cavalos, pôneis, jumentos, burros e mulas.

Finalidade
Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade dos Equinos, Noirce Lopes, o cadastro tem como finalidade a atualização do banco de dados da Iagro, que está com números muito aquém da realidade. “A Iagro não tem conhecimento de todos os equinos que existem em MS e essa é uma informação importante no combate de algumas enfermidades. Se ocorrer foco de alguma doença numa região, não sabemos a proporção que isso poderá ter”, explica.
Atualmente a agência se baseia em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2006 para calcular o rebanho equino, que está em torno de 420 mil cabeças.
A Iagro esclarece ainda que a exigência de exame de anemia aos que forem cadastrados após 20 de dezembro não está associada a nenhuma campanha de localização e sacrifício de animais com a doença, que hoje está disseminada em grande parte do rebanho do Estado.
No Pantanal, cerca de  40% dos animais estão contaminados. A região responde por 43% dos casos do Estado.
“No Pantanal há propriedades onde todos os animais estão com anemia. Como não há sintomas, os fazendeiros continuam usando-os e a doença é espalhada por saliva e suor nos freios e demais acessórios para outros animais”, diz o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia.
A anemia infecciosa equina é uma doença incurável, infectocontagiosa, causada por retrovírus que sofre constante mutação genética. Por esse motivo não há vacinas nem tratamento.

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