Quinta, 23 de Novembro de 2017

Por um sonho

21 JUN 2010Por 08h:10
A Copa é um evento gigantesco, que vai muito além do futebol. Mexe com o emocional, muda o cotidiano. Escolas, empresas e serviço público param. Até o sistema bancário muda o horário de atendimento para que funcionários possam acompanhar os jogos da seleção brasileira. A emoção com a equipe nacional fica à flor da pele, unindo o povo de norte a sul. A cada partida, o País repete mesmo ritual e cria corrente de milhões de torcedores por um sonho: o hexacampeonato. Ontem foi mais um dia de alegria com a vitória do Brasil ( 3 a 1) contra a violenta e fraca Costa do Marfim.

Envolvidos neste clima,  os brasileiros são vencedores de suas disputas pessoais diárias e ainda depositam nos  jogadores de Dunga, esperanças por um País mais digno, unido e desprendido de velhos problemas que atingem a todos. Temos um pentacampeonato e somos, lá no inconsciente, todos pentacampeões.  
Além da disputa, dos gols e das emoções de uma partida, a Copa do Mundo também contamina a maior parte do mundo por esse gigantismo e também por reunir, a cada quatro anos,  32 seleções de países classificados em eliminatórias, que envolvem todos os continentes. Não é à toa que a Federação Internacional de Futebol  (Fifa) tem mais países integrantes que a Organização das Nações Unidas (ONU).

Por meses, o megaevento vem sendo o principal assunto de esportistas e agora é também até de quem não gosta de futebol. Nesta época, homens e mulheres assumem o lado torcedor. Fazem bandeiras e enfeitam casas, comércio e ruas.
Na Avenida Afonso Pena, Parque dos Poderes, a festa verde e amarela esbanja a alegria da torcida e o sentimento de uma cidade ligada à seleção brasileira 24 horas. Não se fala aqui, Capital de Mato Grosso do Sul, outra língua que não seja o futebolês. Jovens buscam todas as informações que podem sobre os países e a competição, ajudados por seus professores.

Apaixonado por futebol e celeiro de craques para o mundo, o País se vê anestesiado pela competição. Engana-se quem pensa que o assunto Copa do Mundo cause essa espécie de histeria popular apenas aqui. Em igual ou menor escala, ocorre em outros países. Mas nada se compara à festa dos "brazucas".

Em 1950, o Brasil promoveu a competição e voltará a sediá-la daqui a quatro anos, exatamente o próximo mundial. Por isso, esta Copa na África do Sul vai servir e dará lições aos brasileiros sobre erros e acertos na organização e no modo de investir os bilhões de reais para construção e reforma de estádios, bem como toda a infraestrutura exigida pela Fifa e por um megaevento como este. 

 Já classificado, vem aí Portugal e talvez a melhor apresentação do time brasileiro. Trata-se de um clássico do futebol mundial. A torcida unânime espera show de bola, com direito a pedaladas do craque Robinho que ainda não mostrou tudo que sabe ao mundo.

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