Cidades

Crimes leves

População opina sobre lei de prisão preventiva

População opina sobre lei de prisão preventiva

Laís Camargo

04/07/2011 - 16h02
Continue lendo...

Passa a valer hoje a nova lei de prisão preventiva que, em resumo, irá livrar da cadeia pessoas que cometeram “crimes leves”. O Portal Correio do Estado foi as ruas para ver o que a população acha da medida e constatou que a maioria é contra. A alegação é de que a nova lei pode incentivar ainda mais a criminalidade, embora conste na lei que se o criminoso for reincidente, mesmo em crime leve, será preso.

Confira:

"Cada caso é um caso, algo que não faz mal a sociedade não tem problema mesmo, como produtos contrabandeados, por exemplo. As vezes é a única forma que a pessoa tem para sustentar a família e não está prejudicando ninguém. Tem outros crimes que a pessoa faz uma vez por desespero, rouba um pão, isso tem que ser analisado individualmente, não generalizar".
Carlos Gavilan, 21 anos, estudante.

 

"Não concordo com essa lei. Vai dar na mesma, vão continuar fazendo os crimes e ainda vão achar que não vai ter punição. Mas pelo menos se a pessoa fez algo errado uma vez, vai prestar mais atenção para não fazer de novo".
Taís Rangel, 19 anos, promotora de vendas.

"Vai incentivar mais crime. É um absurdo isso. Quem tem dinheiro não vai para a cadeia hoje. Agora vão achar que podem fazer tudo mesmo. Parece que a lei está do lado dos bandidos, quem é honesto é que tem que se proteger".
Gláucia Evellyn, 37 anos, funcionária pública aposentada.

 

"A princípio é uma lei boa, por um lado econômico. Vai ter menos gastos com cadeias e vai formar menos bandidos. Porque às vezes a pessoa é presa porque roubou uma bala e sai da cadeia querendo roubar um banco".
Guilherme Navarro, 20 anos, estudante.

Entenda a nova lei

Entrou em vigor hoje a lei nº 12.403/2011, que altera 32 artigos do Código de Processo Penal. Com as alterações, nove possibilidades entram em vigor – o pagamento de fiança, que poderá ser estipulada pelo delegado de polícia e não apenas pelo juiz; o monitoramento eletrônico; o recolhimento domiciliar no período noturno; a proibição de viajar, frequentar alguns lugares e de ter contato com determinadas pessoas; e a suspensão do exercício de função pública ou da atividade econômica.

De acordo com a nova lei, a prisão preventiva só poderá ser decretada quando a pessoa já tiver sido condenada; em casos de violência doméstica; e quando houver dúvida sobre a identidade do acusado.

As medidas alternativas, entretanto, podem ser suspensas e a prisão decretada se houver descumprimento da pena. O texto determina ainda que se a soma das penas ultrapassar quatro anos, cabe a prisão preventiva.

A legislação brasileira considera leves crimes como o furto simples, porte ilegal de armas e homicídio culposo no trânsito (quando não há intenção de matar), além da formaçãode quadrilha, apropriação indevida, do dano a bem público, contrabando, cárcere privado, da coação de testemunha durante andamento de processo e do falso testemunho, entre outros.

A nova Lei da Prisão Preventiva deve resultar na liberação de milhares de presos que ainda não foram julgados. A população carcerária do país, atalmente, é de cerca de 496 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Justiça. Em 37% dos casos – 183 mil presos – ainda não houve julgamento.
 

Exploração Sexual

Gerente de casa noturna é preso por exploração sexual de adolescente em MS

Adolescente foi encontrada alojada em quarto do estabelecimento durante fiscalização da Polícia Civil em Inocência; responsável também foi autuado por rufianismo

12/06/2026 15h58

Foto: Policia Civil

Continue Lendo...

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, na noite de quinta-feira (11), o gerente da casa noturna Kabanas Night Club, em Inocência, na região leste do Estado. Ele é suspeito de explorar sexualmente de uma adolescente encontrasa no estabelecimento durante uma fiscalização policial.

A prisão ocorreu durante uma operação de fiscalização realizada pela Delegacia de Polícia do município em estabelecimentos investigados por possíveis casos de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante a vistoria em um dos locais fiscalizados, os policiais encontraram uma adolescente hospedada em um dos quartos do estabelecimento. Ao ser identificada, a jovem apresentou documento oficial que comprovou ser menor de 18 anos.

Segundo a Polícia Civil, as diligências realizadas no local apontaram indícios de que a adolescente exercia atividade de prostituição nas dependências da casa noturna, permanecendo alojada em um quarto disponibilizado pelo próprio estabelecimento.

A situação levou os investigadores a concluírem, em um primeiro momento, pela prática do crime de exploração sexual de adolescente.

Além disso, os policiais identificaram elementos que indicavam a ocorrência do crime de rufianismo, em razão da obtenção de vantagem econômica por parte da administração do estabelecimento a partir da prostituição exercida por mulheres maiores de idade que permaneciam no local.

Diante dos fatos, o gerente foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde foi autuado pelos crimes de exploração sexual de adolescente e rufianismo. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele permaneceu detido e está à disposição da Justiça.

A adolescente foi imediatamente retirada da situação considerada de risco e encaminhada à rede de proteção do município, que ficará responsável pela adoção das medidas de assistência e proteção previstas na legislação.

O que é o crime de rufianismo?

Previsto no artigo 230 do Código Penal Brasileiro, o rufianismo (popularmente conhecido como cafetinagem) consiste em tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente dos lucros obtidos ou sendo sustentado, total ou parcialmente, pelos ganhos decorrentes dessa atividade.

Em outras palavras, o crime ocorre quando uma pessoa obtém vantagem financeira a partir da prostituição exercida por terceiros. A legislação prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

Quando a vítima é menor de idade ou se encontra em situação de vulnerabilidade, as consequências penais podem ser ainda mais graves, em razão da incidência de outros crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal.

A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para apurar se há outras pessoas envolvidas no esquema e para identificar eventuais vítimas de exploração sexual no local.

BR-262

Carreta é apreendida na fronteira com material para fabricar 40 toneladas de cocaína

O motorista do veículo foi preso e ação ocorreu em conjunto com equipes de São Paulo

12/06/2026 15h30

Divulgação

Continue Lendo...

Uma ação conjunta de agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal na região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia apreendeu na última quinta-feira (11) uma carreta com 20 toneladas de acetato de etila, ingrediente fundamental para a produção da cocaína. 

Segundo as autoridades aduaneiras, 1 litro do produto é o suficiente para produzir dois quilos de cocaína.

Assim, considerando a proporção média utilizada por traficantes que produzem a droga, estima-se que aproximadamente 40 toneladas poderiam ser produzidas utilizando o material ilícito apreendido. 

Quando o volume do produto foi apreendido, causou "surpresa" para a fiscalização, devido a grande quantidade. 

Segundo os agentes, isso revela "a ousadia do crime organizado na fronteira, onde as apreensões de drogas são rotineiras em ônibus ou no posto aduaneiro, ao final da rodovia BR-262". 

O motorista do veículo foi preso por causa da irregularidade na documentação da carga e apreensão do produto. 

A ação contou com a participação da equipe de análise de risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, da 8ª Região Fiscal em São Paulo, de agentes de vigilância e repressão do órgão federal em Corumbá e da Polícia Rodoviária Federal.

Tráfico internacional

Ainda no início deste mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mens Occulta, para conter a ação de um grupo criminoso especializado no tráfico internacional de drogas. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campo Grande. 

Em Corumbá, rota conhecido de tráfico internacional, foram apreendidos 2,9 toneladas de cocaína. 

O grupo criminoso, sediado na cidade de Uberlândia (MG), é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, no período de cinco anos, conforme relatórios de inteligência financeira.

Para lavar o dinheiro do crime organizado, empresas de fachada eram usadas para adquirem bens de luxo, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos. Os policiais apreenderam motos, armas e munições durante a ação.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).