Policiais civis rejeitam proposta do governo e entram em greve a partir de amanhã em todo o Estado. Uma assembleia geral nesta manhã definiu que a concentração inicial será em frente às duas Depacs – Centro e Piratininga, mas todas as delegacias terão o atendimento paralisado. Serão registradas ocorrências apenas de flagrantes, homicídios, desaparecimento de menores e Leia Maria da Penha.
O governo havia publicado uma tabela com reajuste para a categoria em duas situações: com ou sem greve. Para o caso da greve, a tabela indica que seria dado um reajuste linear de 5%, já caso a proposta fosse aceita, os policiais poderiam ter um reajuste de até 28% para a 4ª classe (substitutos) e reajuste de até 10% até 2015. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de MS (Sinpol-MS), isso seria uma tentativa de “maquiar” um aumento sem atingir a maior parte do grupo.
O Governo abriu um prazo até segunda-feira (20) à noite para que possa fazer a negociação, como é o caso dos policiais civis, que estão numa queda de braço com o Governo, pois querem 25% de aumento, enquanto que a proposta é de reajuste de 7%.
Com essa concordância da Assembleia Legislativa, a votação das tabelas acordadas entre o poder público e as categoria serão votadas na sessão da próxima terça-feira (21).
PM e Bombeiros
Policiais militares e bombeiros rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 7% para este ano, além de aumento gradual até 2015, feita pelo governador André Puccinelli. A proposta foi debatida, durante assembléia realizada nesta manhã, na Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de MS (ACS), na Capital.
Agora, caso não seja apresentada uma nova proposta por parte do governador, a categoria ameaça “aquartelamento” na próxima semana. A ACS representa 6,4 mil cabos, soldados, sargentos e subtenentes, que estão na ativa. Ou seja, quase 70% do total do efetivo composto por 9.353 militares.

