Segunda, 20 de Novembro de 2017

Polícia volta a barrar haitianos clandestinos

18 MAR 2010Por 01h:58
Oito haitianos em situação irregular no Brasil foram encontrados ontem hospedados em um hotel do município de Miranda. A polícia já flagrou, nos últimos dias, pelo menos outros sete haitianos clandestinamente no País. Os oito presos ontem estavam na cidade desde domingo e foram flagrados pela Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal (PRF) depois de denúncia anônima. Eles ocupavam três quartos do hotel. Todos pertencem à família PT Frere. O mais velho é Camille, de 52 anos. Ele, a esposa, o filho de seis anos, e mais quatro mulheres entraram no País por Corumbá, após terem passado pela Bolívia. No passaporte deles, o único carimbo alfandegário é do Panamá. A família seguiu para Miranda em dois táxis. O único documento que os adultos têm é o passaporte. A criança nem esse possui. A bagagem deles são sacolas plásticas com poucas peças de roupas. São bem vestidos e aparentam estar sem saber qual destino seguir. Um policial rodoviário federal que fala francês conversou com dois deles. Os demais falam somente o dialeto haitiano. Esses dois conversam pouco e, inicialmente, não deram detalhes sobre a vinda para o Brasil. Declararam apenas que saíram do Haiti porque não há mais condições de sobrevivência naquele país e que perderam o que tinham no terremoto ocorrido naquele país em janeiro deste ano. Os oito foram encaminhados à Polícia Federal, em Campo Grande. De acordo com a delegada Elaine Arôcha de Oliveira, da Delegacia de Imigração, os haitianos serão ouvidos e depois encaminhados ao Centro de Triagem e Encaminhamento ao Migrante (Cetremi). Conforme a delegada, eles serão notificados a sair do País em três dias. Caso não deixem o Brasil neste período, a PF dá início a processo de deportação. A PF vai averiguar se eles conseguiram chegar ao Brasil com apoio de “coiotes” ou até se foram contratados para ser “mulas” no tráfico de drogas. A princípio, não há indícios de que eles tenham sido aliciados.

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