Domingo, 19 de Novembro de 2017

Polícia pede quebra do sigilo de suspeito de matar arquiteta

6 JUL 2010Por 07h:51
DANIELLA ARRUDA

O delegado titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, Wellington de Oliveira, vai pedir hoje a quebra dos sigilos bancário e telefônico do empresário Luís Afonso dos Santos de Andrade, 42 anos, considerado o principal suspeito de ter assassinado a esposa, a arquiteta Eliane Nogueira de Andrade, de 39 anos. Ontem, foram ouvidos pelo delegado a sócia de Eliane em uma empresa de iluminação, Natacha Oliskovics, e Paulo Tristão, funcionário do empresário, além de cinco familiares e duas pessoas que fizeram imagens do carro enquanto pegava fogo.
Segundo o delegado, com o depoimento de Natacha, foi possível estabelecer como era a vida financeira do casal, além do comportamento social de ambos. “A loja é da Natacha e da Eliane, mas era Luís Afonso quem administrava. Quem injetaria capital até poderia ser ele, mas pelas informações que tivemos, a Eliane também injetava capital na loja”, comentou.
Pelo depoimento da sócia de Eliane, foi possível apurar ainda que, com o fim do casamento, a sociedade seria desfeita e Luís ficaria administrando a loja junto com Natacha. “A rescisão do contrato estava marcada para terça-feira (hoje)”, informou o delegado.
Já o depoimento de Paulo Tristão descartou uma das hipóteses investigadas pela polícia, de que o crime supostamente praticado pelo marido da arquiteta teria sido premeditado, devido à localização de um tíquete de pagamento de combustível, datado do dia anterior ao da morte de Eliane, no escritório do casal. “Não foi um tíquete avulso, o combustível que constava da nota de pagamento foi colocado no carro”, esclareceu o delegado Wellington.
O funcionário informou à polícia que os tíquetes de pagamento de combustível são repassados pela empresa e não por Luís Afonso e que na quinta-feira, véspera do crime, havia passado na empresa para pegar o tíquete e abastecer seu carro, procedimento que segundo Paulo Tristão é corriqueiro. De posse dessas informações, a polícia pretende entrar em contato com frentistas do posto de combustíveis que atenderam Paulo Tristão, para verificar se eles o reconhecem e se as informações prestadas “batem”.

Corpo
O corpo da arquiteta permanece no Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol), havendo a previsão de que seja liberado no fim de semana, segundo o delegado Wellington. “O corpo não será liberado ainda por causa do exame de DNA”, informou. O procedimento é necessário para descartar qualquer chance de que o corpo seja de outra pessoa. “As roupas que ela usava, e que foram reconhecidas pelos parentes, ajudam a identificar, mas não são consideradas prova determinante”, explicou. Ontem pela manhã os familiares de Eliane estiveram no Imol, para coletar amostras de sangue, que serão utilizados no exame.

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