Quinta, 23 de Novembro de 2017

Polícia já interrogou nove pessoas sobre jogatina na Capital

30 MAR 2010Por Michelle Rossi22h:49
Nove pessoas, de acordo com informações da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), foram interrogadas na segunda-feira, depois das diligências da Operação Caça-Níquel. A polícia não divulgou, porém, se as pessoas ouvidas têm relação entre si, na exploração do jogo de azar, o que configuraria formação de quadrilha. Outros possíveis crimes associados à jogatina também estão em investigação, como lavagem de dinheiro.

A Operação Caça-Níquel, que envolveu as delegacias especializadas da Capital, apreendeu 48 máquinas de jogos em nove estabelecimentos comerciais e supostas residências. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos sem que nenhum equipamento tenha sido encontrado nos locais vistoriados pela equipe policial.

Os caça-níqueis recolhidos durante a ofensiva foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Combate ao Criem Organizado (Deco) e estão sendo periciados pelos técnicos da Coordenadoria de Perícias.

Cassino
A reportagem do Correio do Estado esteve na manhã de ontem na casa onde, segundo a polícia, funcionava um cassino, no Bairro Chácara Cachoeira. No local foi apreendido o maior número de máquinas – 25, mais computadores.

Vizinhos relataram que a polícia havia fechado a casa depois da apreensão, na segunda-feira, mas ontem ela já estava com as portas da sacada abertas. “Alguém deve ter passado pela casa”, informou um vizinho, que não se identificou.

O imóvel está localizado ao lado da residência de uma promotora de Justiça e mais à frente, de um oficial de Justiça. Ambos não foram encontrados na casa para comentar o episódio, mas segundo suas funcionárias, a movimentação no endereço apontado como sendo cassino não era facilmente percebida.
Outro vizinho disse que há três semanas passou a notar todas as noites a presença de “uma mulher loira, aparentando 30 a 40 anos, bonita, bem-vestida, num Honda City preto. Ela chegava por volta das 18h, e às vezes era meia-noite, e o carro ainda estava estacionado ai na frente.

 Eu estranhava porque ela deixava o carro na calçada. Não sei se era para ajudar as pessoas (jogadores) na identificação da casa”, relatou o vizinho, que ainda avistava frequentemente uma Mitsubishi L200, cor vinho. “Este carro parava aí na frente da casa, a qualquer hora do dia. Parecia até que era o dono da casa”, informou. Outro carro avistado era um BMW preto. Há informações extraoficiais de que o imóvel já foi usado pelo narcotráfico há alguns anos.    

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