Cidades

HOMICÍDIO DOLOSO

Polícia indiciará dois jovens por morte durante racha

Polícia indiciará dois jovens por morte durante racha

MILENA CRESTANI

19/10/2010 - 01h05
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A Polícia Civil vai indiciar por homicídio doloso (quando há intenção de matar) Anderson de Souza Moreno, 19 anos, e Willian Jhonny de Souza Ferreira, 25 anos, pelo acidente que resultou na morte de Mayana Almeida Duarte, 23 anos. Os dois estariam disputando racha na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na madrugada do dia 14 de junho, quando colidiram no carro de Mayana.
Segundo o delegado Márcio Custódio, da 1ª Delegacia de Polícia, os jovens serão indiciados pelo chamado dolo eventual porque produziram ações arriscadas que poderiam culminar no acidente com morte. “Os autores estavam disputando racha na Afonso Pena, desrespeitando sinalização e semáforos, além de terem ingerido bebidas alcoólicas”, afirmou.
Conforme relatos de testemunhas e dados apurados durante a investigação, Anderson conduzia um Vectra e disputava racha com Willian, que dirigia um Uno. Na esquina com a Rua José Antônio, o carro de Anderson colidiu com o Celta conduzido por Mayana. Com o impacto, o veículo da vítima chegou a invadir o canteiro da avenida, ao lado do Obelisco. Mayana chegou a ser socorrida, mas morreu após ficar cerca de dez dias em coma no hospital.
Custódio esclareceu que, apesar de Willian não ter se envolvido diretamente no acidente, também responderá por homicídio doloso porque contribuiu para o resultado. “Cada um responderá na medida de sua participação, mas ele também será indiciado porque, ao disputar o racha, ele estava encorajando o outro condutor a superá-lo”, disse o delegado.  

Investigação
A Polícia Civil baseia-se em depoimentos de testemunhas e laudos. Durante as investigações, foi possível confirmar, por exemplo, que o Vectra conduzido por Anderson estava a 110 km/h quando colidiu com o Celta de Mayana. Testemunhas presenciais, algumas que residem ou trabalham em condomínios na Avenida Afonso Pena, confirmaram que os dois jovem estavam disputando corrida.
O inquérito, conforme o delegado, deve ser concluído até o dia 6 de novembro, mas ainda são necessários outros documentos e dados dos condutores.

Histórico
Aos 16 anos, Anderson já tinha se envolvido em acidente que resultou na morte de um motociclista no Bairro Universitário. Ainda segundo a polícia, ele cometeu infração de trânsito em fevereiro deste ano. Anderson chegou a contar que aprendeu a dirigir aos 10 anos de idade com o pai, mas teria começado a dirigir na cidade aos 15 anos.
Durante as investigações, os policiais descobriram que ele tinha um veículo preparado especialmente para disputa de rachas.

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

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Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

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