Quarta, 22 de Novembro de 2017

FIM DE SEMANA

Poeira do "motódromo" castiga moradores

10 SET 2010Por 07h:08
ANAHI ZURUTUZA | MILENA CRESTANI

A umidade relativa do ar volta a cair para índices críticos, ficando em torno de 15%, no fim de semana em Campo Grande e na maioria das cidades do Estado. Há quase dois meses não chove na Capital e há quase 90 dias nas cidades da região norte de Mato Grosso do Sul. Nos últimos dias, a umidade havia melhorado um pouco por conta de queda de temperatura no começo da semana, mas ainda estava longe do ideal de 60%. Há possibilidade de que a chegada de uma frente fria no sul do Brasil leve chuva para a região sul e sudoeste do Estado ou pelo menos melhore a umidade relativa do ar. No entanto, ontem as chances de precipitações não passavam de 40%.
Hoje e amanhã, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 20% e no domingo cair para menos de 15%. As temperaturas também devem continuar altas. Em cidades da região norte e no Pantanal, a máxima pode chegar a 40 graus. Já na Capital, no sábado e no domingo, os termômetros podem marcar 37 graus.
Ontem, a umidade mais baixa do Estado foi registrada na região do Pantanal, ficando em 19%, onde também foi registrada a temperatura mais alta, de 37 graus. Com o tempo seco, além de problemas respiratórios, a população também sofre com a poeira em alguns pontos da Capital. Ontem, na pista de motocross, montada na região da saída para Três Lagoas, uma nuvem de poeira encobria a rua.
A pista está sob responsabilidade da Federação de Motociclismo de Mato Grosso do Sul. O presidente da entidade, Firmo Henrique Alves, disse que nada pode ser feito em relação ao problema e que será necessário esperar pela chuva. Ele também considera que qualquer reclamação de moradores das proximidades é infundada.
 
Chuva
De acordo com o meteorologista responsável pela Estação Meteorológica da Anhaguera/Uniderp, Natálio Abrahão, a frente fria, que entra por meio do oceano pelo sul do país, não deve atuar diretamente em Mato Grosso do Sul, mas vai contribuir para a formação de nuvens e melhora da umidade relativa do ar no centro-sul do Estado.
“É apenas o reflexo da frente que está nos estados do sul. Por isso, a possibilidade de chover aqui é de 40%, mas, na umidade vamos sentir melhora significativa, a não ser nos municípios do norte de Mato Grosso do Sul, onde a umidade continua abaixo dos 30%”, explica Abrahão. De acordo com o meteorologista, a umidade do ar pode chegar a 90% no sul do Estado a aos 85% em Campo Grande.
Estiagem
Por conta da estiagem prolongada, nas últimas semanas, as temperaturas em todo o Estado mantiveram-se acima dos 30 graus e a umidade relativa do ar atingiu índices alarmantes. Campo Grande registrou a mais alta temperatura do ano no dia 30 de agosto, quando os termômetros marcaram 37,5 graus. A umidade estava em índice considerado emergencial, 11%.

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