Política

SALÁRIO

PMDB quer discutir valor do mínimo

PMDB quer discutir valor do mínimo

folha online

04/01/2011 - 14h18
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Em meio ao desgaste para a formação do segundo escalão do governo Dilma Rousseff, o comando do PMDB anunciou nesta terça-feira que ainda não está convencido "do valor do salário mínimo de R$ 540 fixado para 2011".

Os líderes do partido se reuniram no apartamento funcional onde o vice-presidente Michel Temer está morando enquanto o Palácio do Jaburu está em reforma.

Os peemedebistas cobram uma reunião com a equipe economia para discutir outro valor para o salário mínimo.

"Queremos discutir, queremos que a área econômica nos compense desse valor. Essa não tem que ser uma decisão partidária, mas a que representa o melhor para o país", afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara.

Questionado se a questão do salário mínimo tem relação com as indicações do segundo escalão, ele negou.

"Não tem nada haver uma coisa com a outra", disse o deputado.

No dia 30 de dezembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória estabelecendo aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 540 a partir de 1º de janeiro.

A MP tem eficácia imediata, mas será discutida pelo Congresso Nacional, que pode alterá-la.

No Twitter, o deputado Eduardo Cunha (RJ) sinalizou qual será o valor exigido pelo PMDB. "Se o PDT que tem o Ministério do Trabalho vai apresentar emenda para aumentar o salário mínimo para [R$] 580 o PMDB tem que ao menos pedir [R$] 560", afirma.

Nomeações suspensas

Na reunião de hoje, o comando do PMDB também formalizou a licença do vice-presidente Michel Temer do comando da legenda.

No lugar o senador Valdir Raupp (RO) fica na presidência até março de 2012, sendo que Temer pode voltar ao cargo a qualquer momento.

Também ficou decidido que o senador Romero Jucá (RR) continuará como líder do governo no Senado e Eduardo Alves, como líder no PMDB na Câmara.

Ontem, na primeira reunião da coordenação política do governo Dilma foi decidido que estão suspensas as nomeações para o segundo escalão, como forma de conter a animosidade entre PMDB e PT. As indicações voltarão a acontecer depois das eleições no Congresso, que acontece em fevereiro.

"Em face da reunião de ontem, nós colocamos ordem nas coisas. A ordem é dialogar. A ordem é esta: está suspensa [as nomeações] enquanto não houver diálogo", declarou Temer, antes da reunião.

Para ele, "essas coisas [disputas por cargos] são assim mesmo".

A maior preocupação do governo e do PT neste inicio de governo é evitar que as insatisfações no PMDB acabem por prejudicar a eleição do petista Marco Maia (RS) à presidência da Câmara, em fevereiro.

Insatisfeito com a partilha de cargos no governo Dilma Rousseff, o PMDB também boicotou ontem a posse do novo ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio.

vaga de ministro

Presidência da República oficializa indicação de Jorge Messias ao STF

Documentação do chefe da AGU foi encaminhada ao Senado Federal

01/04/2026 23h00

Jorge Messias foi indicado por Lula para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Jorge Messias foi indicado por Lula para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: José Cruz / Agência Brasil

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A Presidência da República informou ter feito a entrega, na tarde desta quarta-feira (1º), da documentação do advogado-geral da União, Jorge Messias, formalizando sua indicação à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A documentação era aguardada para dar sequência ao processo de análise do nome do advogado, que será agora apreciado pelo Senado Federal. 

O envio foi confirmado pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

A indicação oficial ocorre pouco mais de quatro meses após o anúncio do nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 20 de novembro do ano passado. 

A escolha do indicado é uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República. 

Para tomar posse, no entanto, Messias precisará passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e ter o nome aprovado em votação tanto no colegiado quanto no plenário da Casa.

A escolha da relatoria e a definição das datas da sabatina e da votação em plenário caberá agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Messias foi indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025. 

Nesta terça-feira (31), um dia antes de ter a documentação enviada, o chefe da AGU enviou uma declaração sobre o diálogo com os senadores para ter seu nome aprovado.

"Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do Direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais", afirmou.

Messias tem 45 anos de idade e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória. 

Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

Nascido no Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. É formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e tem os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto do presidente da República.

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Moraes marca depoimento de Eduardo Bolsonaro em processo no STF

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