Domingo, 19 de Novembro de 2017

PMDB lidera o ranking de doações entre os partidos

10 AGO 2010Por 04h:26
Brasília

Nem o PT da candidata Dilma Rousseff, nem o PSDB do presidenciável José Serra. Dono da maior máquina arrecadadora do País, o partido que mais doações recebeu até agora para bancar as campanhas eleitorais deste ano foi o PMDB comandado pelo deputado Michel Temer (SP), candidato a vice na chapa presidencial petista.
A primeira parcial da prestação de contas dos partidos, divulgada na última sexta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o PMDB nacional lidera o ranking das doações com R$ 8,6 milhões. O PT vem bem atrás, com R$ 5,55 milhões, seguido de perto pelos tucanos que receberam R$ 5,4 milhões.
Para alcançar o total arrecadado pela direção nacional do PMDB, o PSDB tem que somar duas contas: as doações ao Comitê Financeiro da Campanha Presidencial e à direção nacional do partido, que são contabilizadas separadamente. Juntas, elas totalizaram R$ 9 milhões, apenas R$ 400 mil a mais do que o PMDB, que nem candidato a presidente tem, conseguiu arrecadar.
O que jogou para cima as cifras da campanha petista foram as doações ao Comitê Financeiro da candidata Dilma, que somam quase o triplo do total declarado pelo Comitê de Serra. Foram R$ 9,1 milhões doados à campanha presidencial do PT, frente aos R$ 3,6 milhões registrados em favor da campanha tucana.
O tesoureiro do comitê tucano, José Gregori, diz que os números já não são mais atuais porque, de uma semana para cá, o PSDB teria conseguido engordar o caixa em mais R$ 1 milhão. Mas ainda que o caixa petista tenha se mantido inalterado, a candidata do governo mantém a larga vantagem sobre o tucano.
No quesito Comitê Financeiro, até o PV da candidata Marina Silva ultrapassou as doações à campanha de Serra, totalizando R$ 4,65 milhões. Mesmo assim, a prestação de contas mostra que Serra só gastou R$ 2,59 milhões. Talvez por isto, um dirigente do partido avalie que jamais viu uma campanha presidencial tucana “tão espartana” quanto a de Serra. Nem mesmo a do próprio Serra em 2002, acrescenta o dirigente.

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