Quinta, 23 de Novembro de 2017

PMDB ameaça apoiar tucanos caso PT rejeite indicação de vice

27 JAN 2010Por 07h:49
A articulação do comando da campanha presidencial do PT para barrar a indicação do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para vice na chapa da candidata petista Dilma Rousseff, como revelou ontem o jornal “O Estado de S. Paulo”, provocou protestos e até ameaças nos bastidores do PMDB. Mais do que fincar pé no nome do presidente do partido, afirmando que “o vice da Dilma será o Michel”, um dirigente peemedebista avisa que, “se tiver que ser outro vice, talvez não seja da Dilma, e sim do PSDB”. Desconfortável com a movimentação petista, Temer diz que é candidato a deputado federal. “Essa coisa de vice tem me prejudicado”, queixouse ontem, lembrando que sua candidatura à reeleição está mantida, até para que os aliados não ocupem seu espaço político no interior paulista. Ele considera “deselegante” a campanha petista contra sua indicação, sobretudo por conta dos “recados” pelos jornais. “Quem vai resolver isto (a vice) é o PMDB, não há a menor dúvida, e é claro que vamos conversar com o PT e a candidata no devido tempo. Não é preciso fazer campanha pelos jornais”, reclamou Temer ao “Estado”. “Tiroteio e bala perdida em política sempre vão ocorrer, mas temos que criar contenções. Cada partido tem que cuidar dos seus, para não azedar as relações”, cobra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Em conversas reservadas, no entanto, integrantes da cúpula reagem à tentativa de veto, advertindo que o nome do ministro das Comunicações e senador Hélio Costa (PMDB-MG), sugerido por petistas, vestiria melhor o figurino de vice na chapa tucana do governador de São Paulo, José Serra. Argumentam que o mineiro seria o vice ideal para um candidato paulista, e não para Dilma, que também é de Minas Gerais.

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