Quarta, 22 de Novembro de 2017

Plano precisa melhorar condições da estradas estaduais e vicinais

12 AGO 2010Por 07h:55
Em contraste com as federais, algumas rodovias estaduais por onde passam as safras estão mais descuidadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).  Além de grãos, elas são utilizadas para o transporte de bovinos com destino aos frigoríficos e de cana.
Algumas destas estradas estão bem conservadas como a MS - 156, entre Itaporã e Maracaju e a MS - 379, entre Dourados e Laguna Caarapã, inaugurada há menos de um ano. Mas a MS - 162, entre Dourados e a Placa do Abadio, onde é intenso o tráfego de caminhões transportando cana para as usinas São Fernando, em Dourados e a de Vista Alegre (Maracaju), é cheia de remendos e somente operações tapa-buraco têm  sido feitas.
Da Placa do Abadio, onde começa MS - 270 a estrada melhora, chegando até o trevo do Copo Sujo, a 30 km. Mas daí, em direção aos assentamentos Itamarati, em Ponta Porã, a falta de conservação é visível. Também o trecho Indápolis (Dourados) a Lagoa Bonita (Deodápolis) necessita de maior cuidado.  Essas rodovias estaduais cortam regiões essencialmente agropecuárias, com criação também de frangos e suínos.
Na base de todo o transporte rodoviário da Grande  Dourados estão as rodovias vicinais, de responsabilidade das prefeituras, por onde sai a produção de cada sítio ou fazenda. Em geral elas estão trafegáveis nos períodos secos. Mas quando as chuvas são intensas ficam com pontos intransponíveis de atoleiros.
Em Dourados, por exemplo, onde foram plantados 200 mil hectares de milho e soja na safra 2009/2010, são 1.500 quilômetros de estradas municipais e as cobranças por patrolamento e cascalhamento são constantes, principalmente porque todos pagam o Fundersul, fundo criado para investimentos em rodovias. Por causa do solo argiloso, em épocas chuvosas propriedades rurais ficam isoladas, sem poder escoar a produção.
Das propriedades rurais, o transporte é feito por caminhões simples ou trucados, muitos com mais de 30 anos na estrada, que saem das lavouras percorrendo estradas de terra, muitas em condições precárias, para descarregar nas cerealistas ou cooperativas.
Segundo o produtor e diretor do Sindicato Rural de Dourados, José Tarso da Rosa embora as estradas municipais não sejam consideradas na visão global da logística, “se os caminhões carregados não saem das fazendas por causa de estradas com atoleiros e ponte quebrada, os armazéns não receberão os grãos”.
A Grande Dourados plantou na safra passada pouco mais de um milhão de hectares de soja – somente em Maracaju e Dourados foram 320 mil ha – colhendo  mais  de  três milhões de toneladas, para uma produção de cinco milhões em Mato Grosso do Sul. A produção estadual de milho safrinha, em fase de colheita, será de 2,9 milhões de toneladas, com essa região colhendo, de novo, mais da metade. (CF)

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