Quarta, 22 de Novembro de 2017

Plano contra queimadas tem 6 áreas em MS

16 SET 2010Por 13h:13

Clodoaldo Silva, Brasília

O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado), divulgado ontem pelo Governo federal, definiu como prioridade a recuperação de seis áreas em Mato Grosso do Sul. Serão investidos até final do próximo ano R$ 339,4 milhões em 151 ações que viabilizem  o uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado brasileiro, bem como a contratação de 4,5 mil brigadistas para atuar no combate às queimadas. A proposta até 2020 é reduzir a taxa de desmatamento em 40%
A divulgação do PPCerrado ontem foi motivada pelo crescente número de queimadas que atingem o Centro-Sul do País, que totalizou 14.629 focos em agosto último. Desse total, apenas 379 foram registradas no Estado, mas mesmo assim há preocupação em preservar o Cerrado em Mato Grosso do Sul, uma vez que esse bioma ocupa atualmente 60% (216.015 km quadrados) do território sul-mato-grossense (357.125 km quadrados) e entre 2002 e 2008 foram destruídos 3,3% (7.153 quilômetros quadrados), segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).
Para conter esta degradação ambiental do Cerrado em Mato Grosso do Sul e nos estados com esse bioma serão realizadas ações de fomento às atividades produtivas sustentáveis, com investimento de R$ 224,3 milhões; monitoramento e controle das queimadas, com aplicação de R$ 102,1 milhões; investimentos de R$ 12,8 milhões em áreas protegidas e ordenamento territorial; e R$ 1,1 milhão na educação ambiental.
Entre as ações a serem realizadas em Mato Grosso do Sul, o Plano definiu como prioritária a recuperação ambiental das áreas do Alto Sucuri, Médio Anhanduí, Nascente do Varadouro, Rio Verde, Santa Maria-Brilhante e Serra de Maracaju. O Plano também estipulou como objetivo declarar a posse tradicional aos grupos indígenas sul-mato-grossenses das terras indígenas: Buriti, Taunay-Ipegue, e Jatayvari. Em todo o bioma do Cerrado a intenção é homologar  300 mil hectares de terras indígenas e demarcar outros  5,5 milhões hectares de terras indígenas.

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