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Pizzolato não quer ser extraditado para o Brasil

Pizzolato não quer ser extraditado para o Brasil

g1

06/02/2014 - 14h33
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O advogado Lorenzo Bergami, que representa o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato na Itália, disse nesta quinta-feira (6) que seu cliente rejeita a extradição para o Brasil e que eles irão recorrer do pedido, que deve ser feito pelo governo brasileiro.

Pizzolato era o único foragido dos 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Ele foi preso nesta quarta-feira (5) em Maranello, na província de Modena, norte da Itália, após a expedição de um mandado de prisão internacional. Com ele foram encontrados diversos documentos falsos, incluindo um passaporte.

“Pizzolato rejeita a extradição e por isso vamos recorrer. A Corte de apelação nas próximas horas fixará uma audiência para proceder com a identificação pessoal dele e para perguntar se ele aceita ou não a extradição”, disse o advogado italiano. Segundo ele, a audiência deve ser marcada entre esta sexta (7) e segunda-feira (10).

Caso a resposta fosse positiva, ele seria encaminhado para as autoridades brasileiras. “Mas nós não vamos aceitar, e então se iniciará um procedimento que terá o envolvimento dos ministérios da Justiça do Brasil e da Itália. A corte de apelação deverá avaliar em 40 dias se existem ou não os requisitos para a extradição.”

O advogado, que esteve com Pizzolato na quarta após a prisão e na manhã desta quinta, já na penitenciária Sant'Anna, disse que seu cliente “está muito sereno”.

Bergami disse não saber em que setor da prisão Pizzolato está, mas disse acreditar que ele não está isolado. “Talvez ele ainda esteja nas celas divididas com uma ou duas pessoas, enquanto a corte de apelação de Bolonha não confirma o delito italiano [uso de documento falso] o deixam no setor de ‘trânsito’”, explicou o advogado. “Não acredito no isolamento, porque é uma medida punitiva.”

Em relação às acusações da polícia italiana, que informou que Pizzolato deverá responder por uso de documento falso na Itália, o advogado afirmou que está é uma questão diferente.

“Ele não foi preso por isso. Será um procedimento diferente. Não é algo que ao momento nos preocupa, até porque haverá tempo, a primeira audiência não ocorrerá antes de oito ou nove meses. Pizzolato não tem antecedentes criminais na Itália, presumo que em caso de condenação pelo uso de documentos falsos ele ganhará a liberdade condicional”, afirmou.

A pena prevista para o crime é de seis meses a 3 anos de prisão. Entretanto, segundo o advogado, como o caso ainda não foi pronunciado pela Justiça italiana, qualquer estimativa é “pura fantasia”.

Família

Ao ser preso, Pizzolato estava com a mulher na casa de um sobrinho. Segundo o advogado, os dois estão bem e não tiveram nenhum problema. “Ela é uma cidadã italiana [tem dupla cidadania] e está em casa”. O advogado disse que nem a mulher nem o sobrinho de Pizzolato, um engenheiro que trabalha na fábrica da Ferrari em Maranello, vão falar sobre o caso.

O ex-diretor do BB e a mulher tinham consigo cerca de 14 mil euros e uma grande quantidade de comida. A casa onde estavam aparentava estar vazia, com janelas fechadas.

Segundo a polícia local, que já monitorava Pizzolato, inicialmente ele negou ser quem era, mas depois confirmou a identidade ao perceber que havia sido reconhecido. O ex-diretor do BB foi levado para a prisão de Sant'Anna de Modena. A polícia afirma que ele está em uma cela com outros detentos e apresenta bom estado de saúde.

Considerado culpado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (crime cometido por um funcionário público ao se apropriar de dinheiro, valor ou outro bem que possui em função do cargo, ou ao desviá-lo em proveito próprio ou alheio) e lavagem de dinheiro, o antigo dirigente do Banco do Brasil foi condenado pelos ministros do STF a 12 anos e 7 meses de prisão.

Fuga pela Argentina

A Polícia Federal (PF) afirmou na quarta-feira que Pizzolato fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina, dois meses antes de ser decretada sua prisão, em 15 de novembro de 2013.

Ele saiu de carro da cidade de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e ingressou no território argentino provavelmente no dia 12 de setembro. Depois, percorreu 1,3 mil quilômetros até a capital argentina, Buenos Aires.

As investigações da PF demonstraram que o ex-diretor de marketing do BB embarcou para Barcelona, na Espanha, em um voo da Aerolíneas Argentinas. Da cidade espanhola, segundo os policiais federais, ele seguiu em direção à Itália. A PF não sabe de que forma Pizzolato chegou ao território italiano.

Atlas/Bloomberg

Lula tem 48,8% e Flávio Bolsonaro, 42,3% no 2º turno

No quesito rejeição, Aécio Neves lidera o ranking, com 54%. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 53%. Lula é o terceiro, com 48,6%

01/07/2026 07h16

Levantamento mostra estabilidade na comparação com a pesquisa de maio. Lula recusou 0,1 ponto. Flávio, ganhou 0,5 ponto

Levantamento mostra estabilidade na comparação com a pesquisa de maio. Lula recusou 0,1 ponto. Flávio, ganhou 0,5 ponto

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 42,3%, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 1. Indecisos, brancos e nulos, somam 8,9%.

O resultado representa estabilidade e indica uma eventual vitória do petista. Na rodada anterior, em maio, Lula tinha 48,9% e Flávio, 41,8%. Dessa forma, as variações ocorreram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

O levantamento aponta que Lula também ganha no segundo turno de todos os outros demais nomes testados. O petista tem 48% contra 39% de Ronaldo Caiado (PSD); 48,2% contra 38,5% de Romeu Zema (Novo); e 49,2% contra 28,9% de Renan Santos (Missão).

Lula também venceria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 48,7% a 38,9%. Ela passou a ser cotada para substituir Flávio após a crise envolvendo o filme Dark Horse e na semana passada publicou um vídeo com críticas ao enteado.

A Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

O instituto deve divulgar nos próximos dias o restante do levantamento, que inclui perguntas sobre o impacto do vídeo de Michelle e da operação da Polícia Federal contra o senador e ex-líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA)

No primeiro turno, Lula lidera com 46,3%, seguido de Flávio com 36,6%. No segundo pelotão, Renan Santos tem 7,8%, Ronaldo Caiado 2,9%, Romeu Zema 2% e Joaquim Barbosa (DC), 1%.

Aécio Neves, Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) obtiveram menos de 1% ou não pontuaram Brancos e nulos são 1,1% e indecisos, 0,1%.

O levantamento também testou um cenário em que Michelle Bolsonaro substitui Flávio como a candidata do PL. Lula segue na liderança, com 47,1%, enquanto a ex-primeira-dama registra 19,3%

Zema fica com 8,6% e Renan e Caiado, 8,1%. Joaquim Barbosa marca 1,7%. Com menos candidatos, este cenário tem 5,1% de brancos e nulos e 2% de indecisos.

Rejeição

A Atlas/Bloomberg também mediu a rejeição de líderes políticos. Aécio Neves lidera numericamente o ranking, com 54% dos entrevistados respondendo que não votariam nele de jeito nenhum

Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 53%. Lula é o terceiro, com 48,6%, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 45,2% e Michelle por 43,2%.

Completam a lista Caiado, com 38,6%; Zema, com 38,5%; Renan Santos com 35,8%; Fernando Haddad (PT) com 30,7%; e Joaquim Barbosa com 24,6%. Um por cento dos entrevistados respondeu que não rejeita nenhum dos nomes listados.

Supremo Tribunal Federal

STF tem maioria a favor de liberação mais restrita de 'penduricalhos'

Esses benefícios são verbas indenizatórias que não entram no cálculo do teto do funcionalismo público

30/06/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria favorável à liberação mais restrita dos "penduricalhos" a magistrados e membros do Ministério Público (MP). Esses benefícios são verbas indenizatórias que não entram no cálculo do teto do funcionalismo público. O julgamento será encerrado às 23h59 desta terça-feira, 30, e todos os ministros já votaram.

O último voto foi o da ministra Cármen Lúcia, que seguiu a corrente aberta pelos relatores: Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Na última sexta-feira, 26, eles apresentaram um voto conjunto para recuar em alguns pontos em relação à decisão de março que limitou os "penduricalhos". Também votou nesse sentido o presidente da Corte, Edson Fachin.

Um dos principais recuos dos ministros foi a autorização para que os tribunais e unidades do MP convertam em dinheiro as horas extras do plantão presencial. No caso de plantão virtual, os magistrados e promotores só poderão receber pelas horas em que foram efetivamente acionados.

Os ministros também deram permissão para que tribunais e unidades do Ministério Público paguem por períodos de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais adquiridos antes da data da decisão de março.

A maioria dos ministros estabeleceu que todos esses adicionais precisam respeitar o teto de 35% do teto do funcionalismo - equivalente ao salário de um ministro do STF (R$ 46,3 mil) - que foi estabelecido na decisão de março.

Outro afrouxamento em relação à decisão de março é a possibilidade de pagar a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC) simultaneamente ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como quinquênio.

Os dois têm o mesmo objetivo: conferem um adicional de 5% nos salários a cada cinco anos trabalhados, até o máximo de 35 anos. Os ministros apenas vedaram que os benefícios utilizem o mesmo tempo de atividade para o cálculo.

No sábado, 27, o ministro Luiz Fux divergiu dos colegas no estabelecimento do teto máximo de 35% para as verbas adicionais ao salário. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques.

Fachin faz ressalvas

Apesar de seguir a maioria para manter o limite de 35% do teto para os adicionais, Fachin fez ressalvas em relação à inclusão das diárias nesse teto. Ele também destacou a competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para disciplinar a incidência desse limite.

"Submeter o pagamento de rubrica como a das diárias, por exemplo, ao mesmo regime limitador mensal em que se insere o auxílio moradia, poderia esvaziar a possibilidade de que juízes que se encontrem convocados para atuar perante o Conselho Nacional de Justiça e, que, residam necessariamente em Brasília por força dessa convocação, possam tomar parte em projetos como mutirões, Justiça itinerante, inspeções, correições etc", afirmou.

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