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'Piratas do Caribe 4' ultrapassa US$ 1 bi de bilheteria

'Piratas do Caribe 4' ultrapassa US$ 1 bi de bilheteria

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04/07/2011 - 01h00
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"Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas" tornou-se neste domingo (3 de julho) o oitavo filme a ultrapassar US$ 1 bilhão em bilheteria.

O quarto longa da franquia que tem Johnny Depp como protagonista arrecadou US$ 1,007 bi (R$ 1,57 bi) nos cinemas do mundo.

É um feito para o filme da Disney. Na história do cinema, as outras sete produções bilionárias são: "Avatar", "Titanic", "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", "Piratas do Caribe: O Baú da Morte", "Alice no País das Maravilhas", "O Cavaleiro das Trevas" e "Toy Story 3".

"Navegando em Águas Misteriosas" deve grande parte de seu sucesso ao mercado internacional. O filme abocanhou US$ 774 milhões fora dos Estados Unidos.

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Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix

Baseada na vida do agente infiltrado Guy Stanton, série britânica acompanha homens comuns transformados em identidades falsas para combater o tráfico internacional

23/05/2026 13h00

Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix

Legends: a inacreditável história real que inspirou a série da Netflix Foto: Divulgação

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Entre as muitas séries policiais lançadas pelo streaming nos últimos anos, poucas começam de maneira tão desconfortável quanto Legends. A produção britânica, disponibilizada internacionalmente pela Netflix, até poderia ser confundida inicialmente com mais um thriller sobre tráfico internacional, infiltrações perigosas e agentes secretos vivendo vidas duplas.

Mas a série rapidamente deixa claro que seu verdadeiro interesse não está na adrenalina da espionagem, mas no desgaste psicológico provocado por ela.

E talvez o aspecto mais impressionante seja justamente o fato de que quase tudo ali parte de histórias reais.

A série se inspira nas operações secretas conduzidas pela HM Customs and Excise, equivalente à alfândega britânica, durante os anos 1990. Na época, o Reino Unido enfrentava um crescimento alarmante da entrada de heroína e cocaína no país, especialmente através de redes internacionais ligadas ao tráfico vindo do Afeganistão, Oriente Médio e América do Sul.

A resposta das autoridades foi criar uma unidade de infiltração formada não por agentes cinematográficos à la James Bond, mas por funcionários aparentemente comuns transformados em identidades falsas ambulantes.

O título original da série ajuda a entender muito desse universo. No vocabulário das operações infiltradas, “legend” é o nome dado à identidade falsa construída para um agente sobreviver.

Não se trata apenas de um nome inventado, mas de uma biografia inteira cuidadosamente fabricada: profissão, passado, contatos, hábitos, histórico financeiro, pequenas histórias pessoais e até traços emocionais que precisavam resistir à convivência diária com criminosos reais.

A lógica era simples e ao mesmo tempo aterrorizante: a persona precisava parecer tão convincente que até o próprio agente precisava acreditar nela. Caso contrário, morreria.

É exatamente aí que entra Guy Stanton, homem cuja trajetória serviu de inspiração para um dos personagens centrais da série.

Stanton não vinha do exército, da inteligência militar ou do universo glamoroso normalmente associado à espionagem britânica.

Funcionário da HM Customs and Excise, ele foi recrutado para integrar a unidade secreta justamente porque parecia comum o suficiente para desaparecer dentro daquele mundo sem chamar atenção.

Uma de suas primeiras missões envolveu infiltrar redes de traficantes turcos, curdos e cipriotas responsáveis por levar enormes quantidades de heroína do Afeganistão para o Reino Unido. Assim como acontece em Legends, Stanton precisou atuar ao lado de um informante para conseguir acesso ao grupo criminoso.

Na série, esse parceiro é o personagem Mylonas, interpretado por Gerald Kyd. Na vida real, era um dono de cassino grego-cipriota conhecido pelo apelido de Keravnos, ou “Thunderbolt”.

Foi através de Keravnos que Stanton passou a circular entre alguns dos maiores traficantes do mundo em operações extremamente perigosas que o levaram inclusive à América do Sul. Em determinado momento, segundo relatos posteriores, ele foi vendado e levado para um galpão remoto por um primo de Pablo Escobar.

O encontro fazia parte de negociações ligadas ao tráfico internacional de cocaína e acabaria levando à apreensão de uma grande carga da droga no Brasil.

Embora muitos detalhes permaneçam protegidos por sigilo, o episódio ajuda a entender como o Brasil já aparecia nos anos 1990 como peça estratégica nas rotas internacionais do narcotráfico monitoradas por autoridades europeias.

Décadas antes do país se consolidar publicamente como um dos principais corredores globais da cocaína rumo à Europa, agentes infiltrados britânicos já operavam dentro dessas conexões sul-americanas extremamente violentas.

Stanton descreveu essas operações como algumas das experiências mais perigosas de sua vida infiltrada. Para sobreviver, precisava convencer traficantes ligados a organizações internacionais de que realmente pertencia àquele universo. Qualquer hesitação, inconsistência ou falha significaria morte imediata.

Ao longo dos anos infiltrado, Stanton escapou da morte inúmeras vezes. Em Curaçao, por exemplo, enquanto tentava concluir um acordo criminoso, um homem passou de carro atirando contra ele com uma submetralhadora Uzi. Em entrevistas recentes, Stanton afirmou que sequer consegue calcular quantas vezes teve armas apontadas para sua cabeça.

Mas talvez o aspecto mais perturbador de sua história seja justamente a dimensão emocional da infiltração. Porque sobreviver naquele universo exigia construir relações reais com homens que ele eventualmente entregaria às autoridades.

Em diversos momentos, Stanton precisou testemunhar em tribunais contra criminosos de quem havia se aproximado durante anos. Em Haia, chegou a depor disfarçado para proteger sua identidade.

A série entende algo fundamental sobre infiltração que thrillers tradicionais muitas vezes ignoram: o maior risco não é apenas ser descoberto, mas deixar de conseguir retornar para si mesmo depois.

O próprio Stanton descreveu essa transformação de forma dolorosamente direta anos depois. Em determinado momento, passou a ser investigado pela polícia sob suspeita de aceitar propinas de Keravnos, acusação que sempre negou e acabou abandonada por falta de provas.

Ainda assim, a situação marcou o fim de sua atuação infiltrada. “Eu tinha orgulho de ser um agente infiltrado, mas minha persona, Stanton, se tornou notória demais e precisou morrer”, afirmou ao jornal The Sun.

A frase parece saída diretamente da série, mas revela algo muito mais profundo sobre o impacto psicológico desse tipo de vida. Porque Legends não trabalha infiltração como fantasia de poder ou aventura glamorosa, mas como erosão progressiva da identidade.

Os agentes vivem tanto tempo interpretando personagens que a fronteira entre atuação e existência começa lentamente a desaparecer.

E talvez seja exatamente isso que Tom Burke consegue captar tão bem em sua interpretação.

Burke já vinha construindo há anos uma das carreiras mais respeitadas da televisão britânica contemporânea, quase sempre interpretando homens emocionalmente ambíguos, inteligentes e ligeiramente deslocados do mundo ao redor. Filho dos atores David Burke e Anna Calder-Marshall, cresceu cercado por teatro e televisão, mas nunca seguiu exatamente o caminho convencional do galã britânico.

Grande parte do público passou a conhecê-lo através de Strike, adaptação dos romances policiais escritos por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, onde interpreta o detetive Cormoran Strike.

O personagem se tornou um enorme sucesso justamente porque Burke construiu algo muito mais complexo do que o típico investigador genial e torturado. Sua atuação trabalha exaustão física, trauma emocional, ironia e vulnerabilidade de forma contida, quase sempre deixando mais coisas sugeridas do que explicitamente ditas.

Antes disso, também chamou a atenção em War & Peace, da BBC, e em Mank, de David Fincher, onde interpretou Orson Welles. Mesmo em papéis menores, costuma dominar cenas por uma combinação rara de magnetismo silencioso e introspecção. Há algo muito ligado ao velho cinema britânico em sua presença: atores que parecem pensar enquanto atuam.

Isso se torna essencial em Legends. Porque a série depende justamente de um protagonista capaz de transmitir a sensação de alguém permanentemente dividido entre o personagem que interpreta e a pessoa que lentamente deixa de reconhecer em si mesmo.

Hoje, Guy Stanton está na casa dos 60 anos. Depois de deixar as operações infiltradas, trabalhou como investigador privado e passou a dar palestras para forças policiais estrangeiras sobre técnicas de infiltração e operações encobertas. Também recebeu um MBE, uma das honrarias concedidas pelo governo britânico por serviços prestados ao país.

Mesmo décadas depois, ainda evita revelar totalmente sua identidade pública. Em entrevistas recentes para divulgar Legends, afirmou que muitos dos criminosos daquela época já morreram ou envelheceram. Mas admitiu também que jamais saiu emocionalmente ileso da experiência.

“Eu costumava ser um otimista absoluto”, disse ao The Times. “Hoje, às vezes, vejo o copo meio vazio. Você olha para o noticiário e, em vez de pensar que tudo vai passar, pensa no pior. Isso me afetou. Saber que essas pessoas existem, saber que esse mundo existiu e continua existindo.”


Talvez seja justamente essa a grande força de Legends. No fundo, não é apenas uma série sobre tráfico internacional ou operações secretas. É uma história sobre identidade. Sobre o que acontece quando alguém passa anos sobrevivendo através de personagens fabricados até o ponto em que a linha entre atuação e existência lentamente desaparece.

CULINÁRIA

Veja como harmonizar petiscos com cervejas e se preparar para a Copa

Veja como harmonizar petiscos com cervejas e preparar uma mesa perfeita para torcer pelo Brasil e transformar os jogos da seleção em encontros ainda mais saborosos

23/05/2026 10h00

Gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar a Copa do Mundo em boa companhia

Gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar a Copa do Mundo em boa companhia Foto: Magnifica

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Quando chega a Copa do Mundo, o clima muda completamente. As ruas ganham bandeiras verde e amarelas, as famílias se reúnem na frente da televisão e os grupos de amigos encontram qualquer desculpa para transformar uma partida da seleção brasileira em evento. E, junto da torcida, a combinação de cerveja gelada e petiscos também entra em campo.

Dos clássicos amendoins e batatas fritas até tábuas mais elaboradas com carnes, queijos e molhos especiais, a gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar o campeonato mundial de futebol.

Para quem vai receber convidados em casa durante os jogos, no entanto, surge uma dúvida bastante comum: como harmonizar corretamente os petiscos com diferentes estilos de cerveja?

Segundo a nutricionista Cláudia Mulero, entender as características de cada bebida ajuda a valorizar os sabores e deixa o encontro mais interessante.

A ideia não é apenas servir comida e bebida, mas criar combinações equilibradas, capazes de tornar os momentos de torcida ainda mais marcantes.

“Para montar uma mesa de petiscos prática que agrade a todos, o ideal é oferecer ao menos uma cerveja leve, uma amarga e uma opção diferente, como de trigo ou agridoce, além de petiscos variados, entre fritos, carnes e opções leves. Com essa variação, os convidados podem experimentar diferentes sabores e texturas, além de torcerem pelo Brasil”, destaca Cláudia Mulero.

Cervejas leves

As cervejas leves costumam ser as mais populares durante os jogos, especialmente em dias quentes. Refrescantes e com baixo amargor, elas harmonizam bem com petiscos simples e tradicionais, que normalmente aparecem em qualquer reunião de torcida.

Batata frita, mandioca crocante, amendoim torrado, salgadinhos, pastel e queijos suaves, como muçarela e queijo prato, funcionam muito bem nesse caso. A leveza da cerveja ajuda a limpar o paladar entre uma mordida e outra, sem competir com os sabores mais delicados dos alimentos.

Outro ponto positivo é que essas opções costumam ser práticas e rápidas de preparar, ideais para quem deseja acompanhar o jogo sem passar horas na cozinha.

Cervejas de trigo 

As cervejas de trigo possuem notas frutadas e leve acidez, características que combinam especialmente com pratos menos gordurosos. Elas harmonizam bem com frango a passarinho, iscas de peixe, saladas frescas e queijos suaves.

Nesse tipo de combinação, a bebida complementa os sabores sem deixar a refeição pesada, o que é interessante para jogos realizados durante a tarde ou em dias mais quentes.

Além disso, cervejas de trigo também funcionam muito bem com molhos cítricos, ervas frescas e preparos com limão.

Cervejas amargas 

As cervejas mais amargas, conhecidas pelo aroma cítrico e sabor intenso, são indicadas para acompanhar petiscos mais marcantes. Elas ajudam a equilibrar preparos gordurosos e picantes, criando uma sensação mais agradável no paladar.

Costelinha suína, hambúrguer artesanal, onion rings, batata com cheddar e bacon, além de petiscos apimentados, combinam muito bem com esse estilo de cerveja. Queijos fortes, como cheddar e gorgonzola, também entram nessa lista.

O contraste entre o amargor da bebida e a gordura da comida evita que os sabores fiquem excessivamente pesados.

Cervejas escuras 

Mais encorpadas e com notas que lembram café e chocolate, as cervejas escuras harmonizam melhor com preparos robustos e sabores intensos. Elas costumam ser ótimas companhias para churrasco, linguiça artesanal, carnes assadas e hambúrgueres mais elaborados.

Outro diferencial é que essas cervejas também podem acompanhar sobremesas, especialmente as que levam chocolate.

A combinação cria contrastes interessantes e torna a experiência gastronômica mais sofisticada, mesmo em encontros descontraídos durante os jogos.

Cervejas agridoces

As cervejas com perfil agridoce ou levemente ácido são bastante versáteis e permitem harmonizações menos óbvias. Elas funcionam bem tanto com frutos do mar quanto com petiscos delicados.

Camarão empanado, dadinhos de tapioca, bruschettas e tábuas de frios leves são boas escolhas. O segredo é evitar sabores excessivamente fortes, que possam se sobrepor às características da bebida.

A mistura entre acidez, doçura e salgado cria combinações equilibradas e interessantes para quem deseja inovar no cardápio da Copa.

Batata rústica crocante (para cervejas leves)

Gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar a Copa do Mundo em boa companhiaBatata rústica crocante - Foto: Magnific

Ingredientes

  •  4 batatas grandes;
  •  azeite;
  •  sal a gosto;
  •  páprica defumada;
  •  alecrim;
  •  pimenta-do-reino.

Modo de Preparo

Lave bem as batatas e corte em gomos, mantendo a casca. 

Tempere com azeite, sal, páprica, alecrim e pimenta-do-reino. 

Leve ao forno preaquecido a 220°C por cerca de 40 minutos, mexendo na metade do tempo para dourar dos dois lados. 
Sirva com molho de alho ou maionese temperada.

Onion rings crocantes (para cervejas amargas)

Gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar a Copa do Mundo em boa companhiaOnion rings crocantes - Foto: Magnific

Ingredientes

  •  2 cebolas grandes;
  •  1 xícara (de chá) de farinha de trigo;
  •  1 colher (de chá) de páprica;
  •  1 lata de cerveja gelada;
  •  sal;
  •  óleo para fritar.

Modo de Preparo

Corte as cebolas em rodelas grossas. 

Misture farinha, páprica, sal e a cerveja até formar uma massa cremosa. 

Passe as rodelas na mistura e frite em óleo quente até dourarem. 

Sirva imediatamente.

Dadinho de tapioca (para cervejas agridoces)

Gastronomia também faz parte da experiência de acompanhar a Copa do Mundo em boa companhiaDadinho de Tapioca - Foto: Magnific

Ingredientes

  •  250 g de tapioca granulada;
  •  250 g de queijo coalho ralado;
  •  500 ml de leite quente;
  •  sal;
  •  geleia de pimenta para servir.

Modo de Preparo

Misture a tapioca e o queijo em uma tigela. Adicione o leite quente e mexa bem. 

Tempere com sal. 

Coloque em uma forma untada e leve à geladeira por cerca de 3 horas. 

Corte em cubos e frite até dourar. 

Sirva com geleia de pimenta.

 

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