Sábado, 18 de Novembro de 2017

Pílula anticoncepcional

15 MAR 2010Por 22h:52
No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, é importante lembrar que a busca da independência feminina acabou contribuindo para a invenção da pílula anticoncepcional, no início da década de 60. É claro que no início as pílulas só eram receitadas para mulheres casadas e com o aval dos maridos. Além disso, os primeiros comprimidos continham alta dose de hormônio, que gerava alguns efeitos colaterais e por isso não conquistou muitas usuárias. Mas, com o passar dos anos, a evolução farmacológica permitiu que a mulher assumisse o controle de sua fertilidade, conquistasse liberdade sexual e profissional. Hoje, estamos na terceira geração de contraceptivos e são muitas as opções. Pílulas de estrogênio ou progesterona, injeção mensal ou trimestral, adesivo, anel para uso intravaginal, dispositivo intrauterino (DIU), além dos implantes. E, quando a demanda cresce a dúvida aumenta. Qual método ideal? Características pessoais e patologias devem ser levadas em consideração antes de começar a utilizar um hormônio, sugerem os ginecologistas. Portanto, nada de se consultar com a vizinha ou a amiga. Segundo a médica oncoginecologista Lenira Maria de Queiroz Mauad, os contraceptivos devem ser analisados de forma individual, já que enquanto uns podem trazer benefício para algumas mulheres, também podem ser prejudiciais a outras. A médica destaca que a indicação da pílula pode ir além da contracepção – que é o principal objetivo do medicamento – pois alguns hormônios são usados para tratamento de cistos ovarianos, endometriose, suspensão da menstruação para controle de anemias, evitar cólicas ou menstruações dolorosas e regular os ciclos. “Além dessas recomendações, um estudo aponta mais um benefício dos anticoncepcionais hormonais: a diminuição de alguns tipos de câncer”, atesta a oncoginecologista. Portanto, além de evitar a gravidez, a pílula é excelente coadjuvante nos tratamentos citados acima. Mas, nem todas podem usufruir destes benefícios. Fumantes, mulheres que tiveram ou têm tumores sensíveis a hormônios, predisposição a varizes, trombose ou pressão alta podem ter mais prejuízos que vantagens com esse tipo de medicamento.

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