Segunda, 20 de Novembro de 2017

PF prende governador do Amapá por suspeita de desvio de verba pública

10 SET 2010Por 11h:15
     

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição, durante a Operação Mãos Limpas, que investiga fraudes em licitações e desvios de verbas públicas do estado e da União. No total, 600 policiais federais cumprem 18 mandados de prisão, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, nos estados do Amapá, Pará, Paraíba e São Paulo.

No Amapá, os policiais cercaram o palácio do governo, a sede da prefeitura e a Assembleia Legislativa, onde apreenderam computadores e documentos. O governador e outros presos foram levados para o quartel do Exército do estado.

Segundo a PF, as investigações começaram em agosto de 2009. As apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Ainda de acordo com as investigações, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

                        Durante as investigações, constatou-se ainda que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária. (com informações do Globo)

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