Segunda, 20 de Novembro de 2017

PF indicia vereador de Dourados por compra de votos

20 MAR 2010Por 02h:57
O presidente da Câmara Municipal de Dourados, Sidlei Alves (DEM), foi indiciado pela Polícia Federal por compra de votos na campanha eleitoral de 2008. As investigações revelaram que diversos eleitores receberam benefícios, como óculos, próteses dentárias, botijões de gás, combustível e outros “presentes”, em troca de voto. Segundo a Polícia Federal, os beneficiários foram ouvidos e confirmaram o recebimento de vantagens em troca do voto. “Provas periciais também deixaram clara a ocorrência do crime”, informou a PF, em nota divulgada ontem. Foram indiciados também dois assessores do vereador Sidlei Alves – Valmir da Silva e Valquíria Espíndola dos Santos. O inquérito foi encaminhado ao juiz da 18ª Zona Eleitoral de Dourados. O democrata negou o crime. “Nunca comprei voto”, disse o vereador. Na tarde de ontem, a assessoria de Sidlei Alves informou ao Correio do Estado que se reuniria com os advogados da Câmara para avaliar fundamentos do inquérito e eventuais medidas a serem tomadas. Sidlei cumpre seu terceiro mandato e teve 3.032 votos na última eleição, sendo o segundo vereador mais votado no município. Ele também é suplente de deputado federal da coligação Amor, Trabalho e Fé (PMDB, PSC, PR, PPS, DEM, PMN e PSDB) e pré-candidato à Assembleia Legislativa. No início do mês, Sidlei Alves foi denunciado pelo Ministério Público por suposto envolvimento em irregularidades na gestão do prefeito Ari Artuzi (PDT), também denunciado ao Tribunal de Justiça. Em julho de 2009, Sidlei foi preso na Operação Owari com outros dois vereadores, Humberto Teixeira Júnior (PDT) e Paulo Henrique Bambu (DEM).

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