Sexta, 17 de Novembro de 2017

PF entra em choque com polícia paraguaia

5 AGO 2010Por 07h:34
EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ

Agentes da Polícia Federal se desentenderam com policiais paraguaios, ontem pela manhã, em Ponta Porã. A confusão começou depois que dois soldados da Polícia Nacional do Paraguai entraram armados e com uma viatura em território brasileiro e foram detidos. O fato gerou tumulto na linha internacional, mobilizando dezenas de policiais brasileiros e paraguaios. Foram levantadas várias hipóteses para o caso, que até o final da tarde não foi esclarecido pelo Departamento de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.
Os paraguaios são acusados de terem desrespeitado a soberania nacional ao entrarem no Brasil sem a devida permissão. O caso aconteceu por volta das 9h30min, na Avenida Internacional, proximidades do Hotel Cassino Amambay, chamando a atenção de curiosos que passavam pelo local em virtude da grande aglomeração de policiais. Além dos federais, o entrevero levou ao local a Força Nacional e a Polícia Militar.
O comissário da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, Luiz Bassan, lamentou o ocorrido e disse que sempre existiu harmonia entre os organismos policiais da fronteira. Ele disse que os agentes detidos atravessaram para o lado brasileiro apenas para adquirir peças usadas em um ferro velho na Avenida Internacional. “Os policiais iriam apenas comprar algumas peças para consertar uma viatura quebrada”, disse.
Bassan declarou que a ação dos federais brasileiros assustou os paraguaios. Ele disse que os agentes da PF estavam em um veículo descaracterizado e que durante a abordagem tentaram desarmar os paraguaios. Tanto os federais como os agentes paraguaios solicitaram reforços e em questão de minutos a faixa de fronteira ficou lotada de policiais. Depois de negociação entre os comandos todos foram liberados.
Até ontem à tarde, a Polícia Federal não tinha se pronunciado sobre o ocorrido. A reportagem manteve diversos contatos com a delegacia de Ponta Porã, com a Superintendência Regional em Campo Grande e através de celular com o assessor de comunicação da instituição na fronteira. A informação era de que ainda ontem seria distribuída uma nota sobre o caso, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.

Leia Também