Sexta, 17 de Novembro de 2017

Petroleiro seqüestrado por piratas somalis é libertado

22 NOV 2008Por 11h:50
     

        Da Redação

         

        Um petroleiro de propriedade de uma companhia grega e com bandeira liberiana foi libertado por piratas somalis após o recebimento de um resgate de valor não determinado, informou neste sábado à Agência Efe Andrew Mwangura, diretor do Programa de Assistência aos Marinheiros (PAM), com sede no porto queniano de Mombaça.

        O navio, que foi libertado na sexta-feira, tinha sido seqüestrado em 27 de setembro com os 19 tripulantes quando fazia a rota da Romênia aos Emirados Árabes Unidos.

        Mwangura, que citou "fontes locais somalis", disse que começaram a ser estabelecidas comunicações com o cargueiro Delight, com bandeira de Hong Kong e operado pelo Irã, para onde levava 36 mil toneladas de trigo quando foi seqüestrado por piratas somalis, em 18 de novembro.

        O Comitê de Resposta de Emergência do Irã, a companhia Shipping Lines e o Delight estabeleceram comunicação, e se informou que os 25 tripulantes do navio se encontram "em boas condições", acrescentou Mwangura.

        O cargueiro está ancorado ao sul do litoral da localidade de Eyl, na região de Puntlândia, no nordeste da Somália, cerca de 500 quilômetros ao norte de Mogadíscio.

        Em relação com ao superpetroleiro saudita Sirius Star, seqüestrado em 15 de novembro passado em águas do Oceano Índico, 1, 7 mil quilômetros ao sul de Eyl, o diretor do PAM lembrou que os piratas pedem "um resgate de US$ 25 milhões".

        Desde sábado passado, os piratas somalis capturaram, além do Sirius Star e do Delight, outro cargueiro grego e um pesqueiro tailandês, além de libertar o navio grego e outro cargueiro de Hong Kong.

        Os piratas também sofreram um golpe esta semana, pois uma fragata indiana afundou um de seus navios e a Marinha britânica pôs à disposição das autoridades do Quênia no porto de Mombaça oito criminosos, capturados no Índico após a morte de outros dois.

        
        Com informações da EFE
        

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