Domingo, 19 de Novembro de 2017

Petroleira britânica promete limpeza de poluição por óleo

4 MAI 2010Por 07h:52
LONDRES

A petroleira britânica British Petroleum (BP) reconheceu a responsabilidade pela limpeza da poluição provocada pelo vazamento de petróleo de uma plataforma que afundou na costa sul dos Estados Unidos, o que gerou uma enorme mancha no Golfo do México.
A gigante do setor de energia se comprometeu, ontem, a pagar “todos os custos necessários e apropriados de limpeza” pelo vazamento de óleo ocorrido no Golfo do México. A declaração ocorre após a administração dos EUA exigir que a BP faça mais para lidar com o vazamento, que ameaça uma grande área da costa da Luisiana. Segundo o governo do presidente Barack Obama, a responsável pelo vazamento é a companhia.
No domingo, em visita à Louisiana, Obama advertiu que o vazamento ameaça se transformar em um “desastre ambiental gigantesco e sem precedentes”. O tamanho da mancha foi estimado em 50 quilômetros de extensão.
Ainda não há estimativas definitivas sobre a quantidade de óleo que pode vazar, mas o número final poderia ultrapassar o do navio Exxon Valdez, que em 1989 derramou 42 milhões de litros de petróleo, no maior vazamento do tipo na história dos EUA.
Responsabilidade
“A BP assume a responsabilidade por responder ao vazamento de óleo da (plataforma) Deepwater Horizon. Nós vamos limpá-lo.” A empresa se comprometeu ainda a analisar todos os pedidos de compensação “rapidamente” e pagá-los quando forem justificados.
O óleo começou a vazar no Golfo do México após uma explosão no dia 20 de abril. Agora, uma grande mancha de óleo se dirige à costa dos EUA. O custo do desastre ambiental é estimado em vários bilhões de dólares.
“A BP montou um processo robusto para lidar com as alegações resultantes do incidente com a Deepwater Horizon”, garante a empresa, no comunicado divulgado em seu site. A companhia afirma estar “comprometida a pagar as alegações legítimas e objetivamente verificáveis por outras perdas e danos causados pelo vazamento”.
A explosão da semana passada matou 11 homens e iniciou o vazamento. O acidente macula a imagem de uma companhia mais verde que a BP tenta manter. Em 2005, houve nos EUA uma explosão de uma refinaria da BP que matou mais de dez pessoas.

Clima
O clima mais ameno ontem incentivou as equipes de trabalho a avançar nos esforços para conter a enorme mancha de petróleo que vazou no Golfo do México, mas uma mudança nos ventos também aumentou o risco para os turistas nas praias da Flórida.
Três dias de tempestades impediram o uso de dispersantes químicos e a ida de navios ao alto-mar para tentar conter a mancha. Mas a previsão de tempo melhorou e um exército de 2,5 mil trabalhadores está preparado para aproveitar a oportunidade e instalar mais barreiras protetoras e talvez reativar as operações de queima.
“O clima naquela região está para menos vento e marés mais baixas, sendo que a direção do vento está para o sudeste”, disse o último relatório da Guarda Costeira americana.
Com a mancha migrando para o nordeste, as praias turísticas de Flórida Panhandle estão em maior risco e as autoridades disseram que os planos preveem a abertura de uma segunda base aérea para tratar da dispersão da mancha. “É apenas uma medida preventiva, para que nós possamos atacar esse problema de qualquer lado que seja necessário”, disse o funcionário da Guarda Costeira Curtis Thomas.
O relatório da Guarda Costeira confirmou que ainda não foram confirmados impactos provocados pelo petróleo na costa dos Estados Unidos, embora não tenha sido possível realizar sobrevoos no final de semana por causa das tempestades.

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