Sábado, 18 de Novembro de 2017

Petistas e rivais consideram decisão do partido coerente

1 ABR 2010Por Marco Eusébio e Lidiane Kober20h:54

Deputados estaduais de partidos aliados do DEM em Mato Grosso do Sul e até parlamentares do PT consideraram coerente a resolução aprovada nesta semana pela Executiva Nacional do Democratas proibindo diretórios estaduais de formarem coligações em que o candidato ao governo seja do PT. Para os deputados, a rivalidade nacional de democratas e petistas tradicionalmente se reflete nos estados e a proibição de eventuais alianças já era esperada por todos.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Youssif Domingos (PMDB), disse que já esperava pela medida. "O DEM, ao contrário do PMDB, é um partido nacional. Portanto, as posições nacionais refletem nos estados, característica inversa a do PMDB, que é um partido regional", afirmou.

O deputado Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB, disse que tinha conhecimento prévio da decisão dos aliados. "O Rodrigo Maia (deputado federal fluminense, presidente nacional do DEM) me antecipou que uma resolução proibiria aliança do DEM com o PT", disse. "Isso era um sonho dos petistas, pois essa aliança era impossível", completou.

 

"Água e óleo"

Na bancada estadual petista, as reações foram semelhantes. O líder do PT, deputado Amarildo Cruz, afirmou, inclusive, que o PR, aliado do PT em nível nacional que no Estado caminha com o PMDB nas eleições, deveria fazer o mesmo. "O PR deveria fazer o mesmo. O PT e o DEM são como água e óleo, ou seja, não se misturam. O DEM, por exemplo, defendem o estado mínimo e a concentração de renda, ao contrário do PT", alfinetou.

Menos radical, o deputado petista Paulo Duarte avalia que "todas as conversas são válidas", mas entende que uma eventual união entre os partidos historicamente adversários não seria bem digerida pela população e o efeito colateral das urnas dessa mistura poderia ser indesejável. "Acho que o eleitor não entenderia uma aliança entre o PT e o DEM e isso seria muito ruim para nós", opinou Duarte.

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