Domingo, 19 de Novembro de 2017

Petista vence em Petrópolis

26 OUT 2008Por 18h:55
     

        da redação

        O candidato do PT, Paulo Mustrangi, é o novo prefeito de Petrópolis, na região serrana do Rio. Ele teve 65,1% dos votos, contra 34,9% de Ronaldo Medeiros (PSB). A cidade teve 18,67% de abstenção e 7,07% de votos nulos. Os votos brancos somaram 3,18%.

        Os 230 mil eleitores de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, que pela primeira vez foram às urnas num segundo turno municipal, assistiram a uma acirrada disputa entre dois ex-aliados. O prefeito Rubens Bomtempo (PSB), que encerra o segundo mandato, escalou o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PSB) para enfrentar Paulo Mustrangi (PT), seu ex-secretário e atual desafeto. Os dois candidatos trocaram acusações em busca de votos e só concordaram numa coisa: ambos se apresentam como o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

        Apesar da distância de Lula, o PT do Rio declarou a eleição de Mustrangi em Petrópolis prioridade, já que o partido ficou de fora do segundo turno na capital e em Campos dos Goytacazes (Norte Fluminense), as outras duas cidades do Rio onde há segundo turno. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, foi a Petrópolis encontrar Mustrangi. Petistas do Rio como a ex-governadora Benedita da Silva, o deputado Jorge Bittar, e o prefeito reeleito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, não saíram da cidade.

        Mustrangi surpreendeu até mesmo os petistas no primeiro turno ao ultrapassar Medeiros, considerado favorito pelas pesquisas durante toda a campanha. O petista alcançou 41,2% dos votos, contra 31,29% do adversário. A virada se deu às vésperas do pleito em meio a denúncias de uso da máquina municipal em favor de Medeiros que terminaram na impugnação da candidatura dele pela juíza eleitoral local por causa da participação de uma funcionária da prefeitura na campanha. Medeiros concorreu sob efeito de uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

        Para Medeiros, o episódio, a dois dias do primeiro turno, confundiu seus eleitores. "Muita gente não votou achando que eu não estava concorrendo", queixou-se. Ele confia na reforma da sentença e aposta na construção da imagem de traidor do adversário para virar o jogo. "Se Mustrangi fosse um aliado fiel, não seria problema a disputa entre nossos partidos. Mas é triste disputar com uma pessoa infiel, que até quatro meses atrás defendia nosso governo. Como tem coragem de falar em mudança?", acusa Medeiros, citando um vídeo lançado na internet por seus correligionários que mostra Mustrangi elogiando Bomtempo ao discursar na convenção do PSB no início deste ano.

        O petista deixou a secretaria de Meio Ambiente de Bomtempo no início do ano na expectativa de ser o candidato numa chapa PT-PSB. O prefeito preferiu lançar Medeiros. Mustrangi recusou-se a apoiá-lo, virou oposição e foi buscar uma aliança com o PPS do deputado Leandro Sampaio, ex-prefeito de Petrópolis que é o maior rival de Bomtempo. Apesar de ter apoiado o prefeito como presidente da Câmara de Vereadores e participado do seu secretariado, Mustrangi tem atacado pontos fracos da administração de Bomtempo, como a saúde. (informações do Estadão)

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