Quarta, 22 de Novembro de 2017

Péssimas condições da estrada impediam transporte do gado

2 AGO 2010Por 06h:41
Atravessar o trecho Coxim-Alcinópolis da BR-359  em dia de chuva era desafiador para os motoristas. Em épocas muito quentes, o problema era a poeira, que atrapalhava a visibilidade e causava acidentes. O terreno arenoso tem aspecto de duna e ainda reserva pedras pelo caminho. A viagem, que duraria uma hora e meia em via com asfalto, levava de 5 a 7 horas com barro espesso. Sob chuva forte, era difícil estimar o tempo no trânsito.
O transporte de cargas era ainda mais complicado. Para buscar bois nas fazendas da região, a carreta do Frigorífico River, o maior de Coxim, precisava de 4 horas de viagem, em dias normais. “O problema era o atoleiro e a ‘pedreira’, que rasgava pneus e machucava os animais”, diz Fernando Flores, gerente da empresa.
Os buracos da via arenosa não poupavam as molas dos caminhões. A consequência dos solavancos, além dos gastos com mecânica, era a perda de qualidade da carne bovina. “Os pecuaristas perdiam no preço porque os bois chegavam machucados. Com certeza a pavimentação mudará isso”, afirma Rafael Garcia, secretário de governo da prefeitura de Coxim.
De acordo com o zootecnista do Sindicato Rural da cidade, Chico Grindi, nessas condições o boi perde carne nobre e fica sob forte tensão. Os machucados eram, muitas vezes, descontados do valor total dos animais. (CHB)

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