Cidades

estudo

Pesquisar na internet agride o meio ambiente

Pesquisar na internet agride o meio ambiente

da redação

10/07/2011 - 13h48
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Um estudo recente feito por um órgão de pesquisas da França e publicado pelo jornal El País, deu conta do tamanho do impacto ambiental causado por três ferramentas emblemáticas: e-mail, buscas na internet e transmissão de dados via conexão USB.

O modo como os cálculos foram feitos pode até ser debatido, porém, o estudo leva a uma reflexão a respeito de atividades que são vistas como limpas, ou seja, que não causam nenhum tipo de impacto ao meio ambiente.

E-mail - De acordo com dados de 2009, a população mundial envia por dia cerca de 247 bilhões de e-mails. Projeções indicam que dentro de três anos esse número deve saltar para 507 bilhões. Somente na França, um empregado de uma empresa com 100 funcionários recebe em média 58 mensagens por dia, e envia outras 33.

Para calcular o impacto ambiental o estudo considera que enviando essa quantidade de e-mails (e também estabelecendo uma média de tamanho de um megabyte para cada mensagem), cada pessoa emite, por ano, 136 quilos de CO2.

O cálculo baseia-se no consumo de energia dos computadores para enviar as mensagens e também dos bancos de dados pra gerenciar esse processo. De acordo com a pesquisa, reduzindo-se em 10% o volume de e-mails enviados e recebidos em uma empresa de 100 funcionários resulta na não emissão de uma tonelada do gás na atmosfera.

Buscas - Para calcular o as emissões causadas pelas pesquisas na internet o estudo atribui uma média 949 buscas realizadas anualmente por internauta. O que contribui para a poluição nesse caso são os servidores, que gastam grande quantidade de energia elétrica para atender a essas demandas. O estudo calcula então que cada pessoas emita quase 10 quilos de CO2 por ano só com buscas.

Como possibilidade para redução dessas emissões o estudo aponta um melhor uso da ferramenta ‘favoritos’ e a realização de buscas com o uso de palavras chave mais precisas. De acordo com o relatório, essas medias podem reduzir as emissões para menos de cinco quilos de CO2 no ano, por pessoa.

USB - Para as emissões causadas pela transmissão de dados via dispositivos USB toma por base um documento de texto com 200 páginas, transmitido de um drive USB de 512 megabytes.

Considerando que o tempo médio de leitura de uma pessoa para cada página seja de três minutos, cada 100 que lerem o documento por completo causarão a emissão de 80 quilos de CO2.

(Fonte: El País)
 

POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

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