Cidades

Alcinópolis

Pesquisadores descobrem dois sítios arqueológicos de arte rupestre

Pesquisadores descobrem dois sítios arqueológicos de arte rupestre

Taryne Zottino

20/12/2011 - 14h30
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Mais dois sítios arqueológicos de arte rupestre foram encontrados em Alcinópolis (MS), município localizado na região norte do Estado. A descoberta foi feita pelos pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

De acordo com o técnico da secretaria de Desenvolvimento, Edilson Cotonette, os sítios estão na zona de amortecimento da Unidade de Conservação Monumento Natural Serra do Bom Jardim, onde estão concentrados vários sítios arqueológicos. Entre eles, o Templo dos Pilares, maior sítio arqueológico de MS, com mais de duas mil gravuras e pinturas rupestres.

Os registros de reconhecimento dos sítios encontrados já foram feitos junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e os pesquisadores confirmaram Alcinópolis como a capital estadual da arte rupestre.

(Com informações do Edição de Notícias)

Recuperação Asfáltica

Em meio a pedido de CPI do tapa-buraco, Prefeitura começa a recapear 20 km

Parceria com a Águas Guariroba prevê obras em seis vias de Campo Grande, enquanto Câmara Municipal articula CPI para investigar serviços de tapa-buraco.

20/10/2026 16h59

Equipes trabalham no recapeamento de vias de Campo Grande, que receberá 20 quilômetros de asfalto renovado em parceria entre a Prefeitura e a Águas Guariroba.

Equipes trabalham no recapeamento de vias de Campo Grande, que receberá 20 quilômetros de asfalto renovado em parceria entre a Prefeitura e a Águas Guariroba. Elias Campos/Prefeitura de Campo Grande.

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Em meio à mobilização da Câmara Municipal para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os serviços de tapa-buracos, a Prefeitura de Campo Grande iniciou um pacote de obras que prevê 20 quilômetros de recapeamento asfáltico em importantes vias da Capital.

A iniciativa, realizada em parceria com a concessionária Águas Guariroba, contempla ruas e avenidas que apresentam desgaste acentuado do pavimento e já não comportam apenas reparos pontuais.

O anúncio ocorre em um momento de crescente cobrança pela recuperação das ruas de Campo Grande, marcado por reclamações de moradores, questionamentos de vereadores sobre os gastos com manutenção viária e investigações relacionadas à execução de contratos públicos.

A primeira etapa dos trabalhos começou nesta semana e inclui a Avenida Primeiro de Maio, cuja entrega está prevista até sexta-feira (23). O pacote completo será executado em duas fases e também contempla a Rua Pedro Celestino, a Avenida Madri e as ruas Alagoas, Goiás e Paraíba.

Segundo a administração municipal, a intervenção pretende substituir pavimentos antigos por uma nova camada asfáltica, aproveitando a necessidade de modernização das redes de abastecimento de água instaladas sob as vias.

A diferença em relação à operação tapa-buraco está justamente na abrangência dos serviços. Enquanto a manutenção convencional consiste na recuperação de pontos específicos do pavimento, o recapeamento permite renovar a superfície de trechos mais extensos, alternativa indicada para locais em que o asfalto apresenta desgaste avançado.

Prefeitura reconhece desgaste do asfalto

A prefeita Adriane Lopes afirmou que o estado de conservação das vias contempladas exige intervenções mais amplas do que os serviços de manutenção realizados habitualmente pela administração municipal.

Segundo ela, o envelhecimento do asfalto compromete a eficácia dos reparos pontuais e torna necessária uma recuperação mais abrangente, especialmente em ruas e avenidas utilizadas diariamente por grande quantidade de veículos.

A avaliação da Prefeitura é que os trechos selecionados exercem papel importante na circulação urbana, tanto pelo fluxo de veículos quanto pelas conexões entre diferentes regiões de Campo Grande.

A recuperação dessas vias também busca reduzir a necessidade de intervenções frequentes em locais onde sucessivos remendos já não representam uma solução duradoura.

A administração municipal ainda não apresentou um cronograma individualizado para a conclusão de cada uma das seis vias, mas estabeleceu a execução em duas etapas, começando pelos serviços já iniciados na Avenida Primeiro de Maio.

Troca de tubulações permitirá renovar pavimento

A participação da Águas Guariroba está relacionada à necessidade de substituição e modernização de tubulações de abastecimento de água em trechos contemplados pelo projeto.

O diretor-executivo da concessionária, Clayton Bezerra, explicou que estudos técnicos identificaram a necessidade de intervenções na infraestrutura subterrânea e apontaram a recuperação integral do pavimento como a alternativa mais adequada.

A proposta permite que a substituição das tubulações seja acompanhada de melhorias na superfície das vias, reunindo duas intervenções de infraestrutura no mesmo conjunto de obras.

De acordo com o diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Paulo Silva, a parceria está vinculada às obrigações de recomposição do pavimento pela concessionária após intervenções realizadas na rede de abastecimento.

Conforme a explicação apresentada pela agência, quando os serviços exigem cortes que atingem até metade da via, a concessionária assume a responsabilidade pela recomposição do pavimento nas condições previstas para a intervenção.

Nos trechos contemplados pelo pacote, a necessidade de substituição das tubulações levou à escolha pelo recapeamento.

A parceria permite que a execução das melhorias no sistema de abastecimento seja acompanhada pela recuperação da malha viária, evitando que a intervenção se limite ao fechamento das valas abertas durante os serviços.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, destacou que as obras integram o planejamento de recuperação do asfalto da Capital.

Segundo o titular da pasta, a Prefeitura também prevê novas frentes de recapeamento ainda neste semestre, com o objetivo de ampliar os serviços para outras regiões da cidade.

CPI coloca manutenção das ruas sob investigação

O início do pacote de recapeamento ocorre poucos dias depois de vereadores de Campo Grande reunirem as assinaturas necessárias para solicitar a instalação da CPI do Tapa-Buraco, que pretende investigar possíveis irregularidades em contratos, gastos públicos e a qualidade dos serviços de manutenção das ruas e avenidas da Capital.

A iniciativa ganhou força na sexta-feira (16), após uma reunião entre parlamentares. O requerimento, apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), prevê inicialmente 120 dias de investigação e ainda depende dos procedimentos regimentais para a formalização da comissão.

Entre os pontos que motivaram o pedido estão a quantidade de reclamações sobre buracos, a redução de recursos previstos para recuperação das vias e os questionamentos sobre a execução de serviços contratados pela administração municipal.

Conforme dados apresentados no requerimento, quase 9 mil das 24,6 mil indicações encaminhadas pelos vereadores à Prefeitura no primeiro semestre deste ano estavam relacionadas à necessidade de reparos no asfalto.

O documento também aponta que a previsão orçamentária para modernização e requalificação das vias urbanas caiu de mais de R$ 132 milhões, em 2025, para aproximadamente R$ 40 milhões neste ano, redução próxima de 70%.

O início das obras ocorre em meio à movimentação da Câmara Municipal para instalar a CPI do Tapa-Buraco, que pretende investigar possíveis irregularidades nos contratos e serviços de manutenção das ruas de Campo Grande.

O assunto voltou ao centro das discussões nesta terça-feira (20), quando um tumulto interrompeu a sessão em que o secretário municipal de Infraestrutura, André Moura Brandão, prestaria esclarecimentos aos vereadores.

A confusão começou após um servidor municipal quebrar uma maquete que representava um buraco no asfalto.

A proposta de CPI, apresentada pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), já reúne as assinaturas necessárias e aguarda parecer jurídico para sua instalação, com prazo inicial de 120 dias de investigação.

Infraestrutura

Governo autoriza desapropriações de terras para acesso à megafábrica da Arauco

Medida do Estado de MS atinge propriedades rurais em Inocência, incluindo terras da própria Arauco, para viabilizar obras de acesso pela MS-377

20/10/2026 16h16

Obras da megafábrica da Arauco, em Inocência, avançam enquanto governo autoriza desapropriações para acesso pela MS-377.

Obras da megafábrica da Arauco, em Inocência, avançam enquanto governo autoriza desapropriações para acesso pela MS-377. Foto: Divulgação/Arauco.

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O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a desapropriação de áreas rurais no município de Inocência para viabilizar obras de implantação e pavimentação da rodovia MS-377, que dará acesso ao Projeto Sucuriú, da multinacional Arauco. Entre as propriedades atingidas pelas medidas está uma fazenda pertencente à própria empresa de celulose, responsável pelo empreendimento industrial na região.

As autorizações constam de quatro decretos assinados pelo governador Eduardo Riedel (PP) na segunda-feira (19) e publicados no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (20).

Os atos declaram de utilidade pública cinco áreas pertencentes a quatro imóveis rurais e permitem que o Estado conduza os procedimentos de desapropriação por meio de acordos administrativos ou ações judiciais.

A medida representa mais uma etapa administrativa para a execução da infraestrutura rodoviária destinada a atender a região do complexo industrial.

Além da autorização para desapropriar os terrenos, o governo abriu a possibilidade de solicitar a posse urgente das áreas, mecanismo previsto na legislação federal para situações de interesse público.

O trecho contemplado pelos decretos compreende a ligação entre o limite dos municípios de Três Lagoas e Inocência, na ponte sobre o Rio Sucuriú, e o entroncamento das rodovias MS-112 e MS-316, incluindo o acesso ao Projeto Sucuriú.

A intervenção é destinada à implantação e à pavimentação asfáltica da MS-377. A adequação desse corredor rodoviário está diretamente relacionada à estrutura de acesso ao empreendimento da Arauco, embora os decretos não detalhem quais etapas da obra serão executadas inicialmente.

Terras da própria Arauco estão entre as áreas atingidas

Um dos pontos que chamam a atenção nas publicações é a inclusão de uma propriedade registrada em nome da Arauco Celulose do Brasil S.A. entre os imóveis declarados de utilidade pública.

Conforme o Decreto Estadual nº 78, duas parcelas da Fazenda Bela Ideia - Parte 1, localizada em Inocência, poderão ser desapropriadas para a implantação da rodovia. As áreas possuem aproximadamente 3,1 hectares e 0,2 hectare, totalizando 3,3 hectares, equivalentes a cerca de 33 mil metros quadrados.

O imóvel está registrado sob a matrícula nº 9.695 no Serviço Registral de Imóveis da Comarca de Inocência. A declaração de utilidade pública também alcança as benfeitorias existentes nas parcelas descritas pelo governo.

A inclusão de terrenos pertencentes à própria companhia demonstra que a execução do acesso rodoviário envolve áreas sob diferentes titularidades, inclusive da empresa beneficiada pela ligação viária.

Outras três propriedades aparecem nos decretos publicados nesta terça-feira.

O Decreto nº 79 autoriza a desapropriação de aproximadamente 0,24 hectare da Fazenda São João, registrada em nome da Falcão MS SPE S.A. Já o Decreto nº 80 contempla cerca de 1,9 hectare da Fazenda Portinho, vinculada a proprietários particulares.

Por fim, o Decreto nº 81 declara de utilidade pública uma parcela de aproximadamente 0,27 hectare da Fazenda São Francisco, também localizada em Inocência.

Todos os imóveis estão relacionados ao mesmo projeto rodoviário e foram identificados por matrículas imobiliárias, levantamentos de coordenadas geográficas e memoriais descritivos que delimitam as parcelas destinadas à intervenção.

Governo poderá solicitar posse urgente dos imóveis

Os quatro decretos autorizam a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) a adotar as providências necessárias à efetivação das desapropriações, em articulação com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Obras da megafábrica da Arauco, em Inocência, avançam enquanto governo autoriza desapropriações para acesso pela MS-377.Complexo industrial da Arauco, em Inocência, contará com ligação rodoviária contemplada pelas obras previstas na MS-377. Foto: Divulgação/Arauco.

 

O procedimento poderá ocorrer de forma amigável, mediante negociação com os proprietários, ou judicialmente, caso não seja possível chegar a um acordo.

As normas também permitem que o Estado invoque caráter de urgência para solicitar a imissão imediata na posse dos terrenos, conforme o artigo 15 do Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 1941, que regulamenta as desapropriações por utilidade pública.

Na prática, esse instrumento possibilita ao poder público buscar a posse das áreas antes da conclusão definitiva de todas as etapas do processo, desde que sejam cumpridos os requisitos legais, incluindo as condições aplicáveis à indenização.

A autorização, entretanto, não significa que o governo já tenha assumido a posse das propriedades ou concluído o pagamento de indenizações. Os decretos estabelecem a base legal para o início ou prosseguimento dessas providências administrativas e judiciais.

As despesas decorrentes das medidas serão custeadas por recursos vinculados à execução de obras rodoviárias, conforme a classificação orçamentária indicada nos atos oficiais.

Obras fazem parte do acesso ao Projeto Sucuriú

A infraestrutura rodoviária integra as etapas de implantação do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência. A pavimentação da MS-377 permitirá melhorar o acesso ao complexo industrial e fortalecer a ligação entre propriedades rurais, municípios vizinhos e importantes rodovias da região.

Com os decretos em vigor desde esta terça-feira (20), o Governo do Estado poderá avançar nos procedimentos de desapropriação das áreas necessárias à execução das obras.

A Agesul, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), ficará responsável pelas providências administrativas e judiciais.

Os recursos para as desapropriações estão vinculados ao orçamento estadual destinado à infraestrutura rodoviária. Os decretos, entretanto, não especificam os valores das indenizações nem o prazo de conclusão das intervenções na MS-377.

Com a publicação dos decretos, em vigor desde esta terça-feira, o governo passa a contar com autorização formal para avançar nos procedimentos de obtenção das áreas necessárias à intervenção.

A medida integra a preparação do corredor rodoviário que atenderá ao Projeto Sucuriú e à circulação na região de Inocência.

Megafábrica da Arauco já alcança 81% de conclusão

A construção da megafábrica de celulose da Arauco, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, já alcançou 81% de execução e entrou em uma das fases mais intensas de implantação.

Obras da megafábrica da Arauco, em Inocência, avançam enquanto governo autoriza desapropriações para acesso pela MS-377.Estruturas da megafábrica da Arauco durante a construção do Projeto Sucuriú, um dos maiores empreendimentos industriais privados do País. Foto: Divulgação/Arauco.

 

Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 25 bilhões, o empreendimento está entre os maiores projetos industriais privados em construção no Brasil.

O avanço das obras reforça a importância da infraestrutura rodoviária para garantir o acesso ao complexo industrial e atender à movimentação de trabalhadores, equipamentos e cargas na região.

Segundo a companhia, os trabalhos seguem dentro do planejamento estabelecido, e a previsão de entrada em operação da unidade permanece para o último trimestre de 2027, entre outubro e dezembro.

 

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