Quarta, 22 de Novembro de 2017

Pesquisa mostra que ter orgulho de ser brasileiro independe de renda

28 AGO 2010Por 18h:30
     

Os brasileiros que pertencem aos extremos da pirâmide socioeconômica são os que têm mais orgulho de serem brasileiros, indica pesquisa conduzida pelo sociólogo e cientista político Rodrigo Mendes Ribeiro.

O levantamento mostra que 61% dos brasileiros que pertencem à classe A e 61% daqueles que pertencem às classes D e E têm sempre muito orgulho de serem brasileiros. Segundo verificou Ribeiro, as belezas naturais, o Carnaval, os símbolos nacionais e o povo são os fatores que representam esse orgulho.

Dentre os entrevistados que pertencem à classe B, 49% disseram que sempre sentem orgulho do País, ao passo que entre aqueles que estão na classe C, o percentual alcança os 56%.

Considerando todos os entrevistados que participaram da pesquisa, 57% sentem sempre muito orgulho de serem brasileiros, 22% sentem esse orgulho na maior parte do tempo, 19% afirmaram que têm horas que sentem orgulho, 2% não sentem orgulho na maior parte do tempo e apenas 1% disse que nunca tem esse sentimento.

Nordestinos e mulheres são os mais orgulhosos

Na análise por região, a pesquisa aponta que os nordestinos são os que sentem mais orgulho de serem brasileiros, 65%. A região Sudeste vem em seguida, com 62%, Centro-Oeste (50%) e Sul (38%). No Norte, o percentual é de 40%.

No corte por gênero, as mulheres se mostraram mais orgulhosas, com 60% do total. O percentual dos homens alcançou 53%.

A pesquisa ainda revela que os entrevistados que têm maior escolaridade são os mais pessimistas: 51% dos que têm ensino superior completo têm orgulho de serem brasileiros. O maior percentual se encontra entre aqueles que têm a quarta série do ensino primário completa (67%).

Sobre o estudo

A pesquisa foi conduzida em março deste ano. Foram ouvidas 1.272 pessoas de todas as classes sociais e todas as regiões. Do total de entrevistados, as mulheres são maioria.

Grande parte dos entrevistados é jovem, com idade entre 30 e 39 anos (25,1%), seguidos pelos que têm 18 e 24 anos (21,9%). Outros 14,2% têm idade entre 25 e 29 anos e 12,1%, entre 50 e 59 anos.

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