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Lembranças

Pesquisa mostra que pessoas esquecem da infância ainda crianças

Pesquisa mostra que pessoas esquecem da infância ainda crianças

Laís Camargo

01/06/2011 - 04h00
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Alguns flashs de lembranças isoladas, fatos às vezes nem tão importantes, mas que ficam na memória por algum motivo. Tudo por volta dos quatro ou cinco anos de idade. Antes disso, nada.

"Desconhecemos e esquecemos muitos aspectos da nossa vida. É muito provável que você saiba pouco sobre si mesmo", diz Fani Hisgail, psicanalista.

E é justo a infância, tão saudosa e cantada pelos poetas, a época mais esquecida.

Ironia biológica? Os especialistas chamam de amnésia infantil, e não tem nada a ver com lapsos de memória, mas com os quatro primeiros anos de vida que parecem ter sido apagados com borracha.

"Sim, pode-se dizer que perdemos parte da nossa infância", afirma à Folha Carole Peterson, pesquisadora da Memorial University of Newfoundland, no Canadá.

Peterson coordenou uma pesquisa, publicada no começo do mês na revista "Child Development", sobre memórias de infância.

No estudo, 140 crianças entre quatro e 13 anos foram convidadas a contar suas primeiras memórias (fizemos o mesmo com quatro pessoas, leia depoimentos nesta e nas páginas seguintes).

Dois anos depois, as crianças da pesquisa tiveram que contar novamente as lembranças mais antigas e estimar quantos anos tinham quando tudo aconteceu.

As mais novas trocaram as memórias velhas por mais recentes. As maiores mantiveram as mesmas lembranças. Moral da história: esquecemos a infância enquanto ainda somos crianças.

Não há dúvida que crianças conseguem armazenar informações, segundo Martín Cammarota, pesquisador em neurofisiologia da PUC-RS.

"Elas sabem o que aconteceu ontem ou anteontem, mas são lembranças de curta duração."

A neurociência não tem certeza de por que isso acontece. Uma das hipóteses é que o cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias à tinta, de acordo com Rodrigo Neves Pereira, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

"É como se as crianças escrevessem a lápis no disco rígido da memória."

Estruturas cerebrais responsáveis por processar e arquivar informações não estão totalmente desenvolvidas aos dois anos ou três anos.

Na mesma direção, o neurocientista Ivan Izquierdo argumenta que, nessa idade, não dominamos totalmente a linguagem.

"As memórias de antes dos três anos são gravadas em códigos não linguísticos, que não fazem sentido depois que somos adultos."

Não por acaso, lembranças mais claras coincidem com o início da alfabetização. Algumas pessoas, porém, desenvolvem essa capacidade mais cedo. Mistérios.

Seleção inconsciente

"Amnésia infantil não tem relação com o amadurecimento do cérebro", diz logo de cara Renata Petri, psicanalista professora da Unifesp.

Para a psicanálise, parte da infância é esquecida porque as lembranças são conflitantes, dolorosas. "Aquilo que traz conflito elimina-se da consciência e vai constituir o inconsciente."

Nessa visão, o ser humano sofre os efeitos dessas memórias encobertas pelo resto da vida, mesmo sem conseguir lembrá-las. Daí viriam alguns medos e traumas.

"É comum estabelecermos a relação entre acontecimentos de infância e traumas futuros, mas não se pode reduzir a ideia de trauma a isso", afirma Fani Hisgail.

A neurologia até concorda que memórias esquecidas podem, sim, interferir na formação de novas lembranças, mas tem uma visão diferente do que é o inconsciente.

"São memórias que não estão ativas o suficiente para serem lembradas, mas que, mesmo assim, influenciam outros circuitos", comenta Gilberto Xavier, pesquisador em neurofisiologia da USP.

A influência do passado sobre o futuro esbarra em outro ponto: a competição entre acontecimentos. Não há como prever quais fatos serão lembrados a longo prazo. Depende do quanto prestamos atenção a eles, do excesso de informações e de fatores afetivos.

"Aspectos emocionais moldam a aquisição de memórias, influenciam a razão. É o que chamamos de erro de Descartes", diz Pereira.

Tombos, cortes e acidentes físicos são mais marcantes por motivos biológicos, de acordo com Xavier. "Você se lembra de um acidente para ter condições de evitá-lo. Biologicamente, esse é o sentido da memória." Parece simples. Mas, cada vez que um fato é resgatado, acrescenta-se um aspecto, uma ponta no novelo.

Depois de recordar algumas vezes acontecimentos distantes, é quase impossível separar a verdade do mito. "Criamos falsas memórias, e não há nada de patológico nem de malvado nisso", pondera Izquierdo.

É a mentira que não é mentira. Para a psicanálise, não importa. "Tudo é interpretação. Toda memória é uma leitura sem contato direto com a realidade", diz Preti.

Cada nova experiência resignifica a anterior. "De certa forma, o futuro influencia o passado."

Com informações da Folha

Diálogo

Tem figurinha com mandato que parece ter encontrado a... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (9)

09/07/2026 00h02

Diálogo

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Augusto Branco - escritor brasileiro

"Viver é enfrentar desafios. Quem nunca enfrentou desafios, apenas passou pela vida, não viveu”

FELPUDA 

Tem figurinha com mandato que parece ter encontrado a fórmula para nunca sair da vitrine. Em vez de apresentar resultados consistentes, prefere investir em polêmicas de baixo risco, suficientes para gerar manchetes, vídeos e aplausos da torcida organizada. O roteiro é sempre o mesmo: cria-se um factoide, repercute-se nas redes e garante-se alguns dias de exposição. Enquanto isso, problemas reais seguem esperando solução. Pelo visto, o “Projeto Tirando Onda” continua rendendo mais dividendos políticos. É cada uma!...

Incentivo

O projeto de lei que concede desconto de 30% na tarifa de energia elétrica para abrigos que acolhem pessoas LGBTQIAP+, segue avançando na Câmara dos Deputados.

Mais

Caso o projeto entre em votação antes das eleições, parlamentares de MS estarão sob os holofotes. Afinal, para muitos eleitores, o voto em Brasília pode ter reflexo direto nas urnas. Sendo assim...

DiálogoFoto: Arquivo Pessoal

Nesses tempos em que a escrita muitas vezes se resume às redes sociais, um grupo de alunas do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), campus de Nova Andradina, resolveu transformar a própria história em livro. A obra “Rostidades: autobiografias de mulheres estudantes” reúne relatos produzidos durante a especialização em Docência para Educação Profissional, Científica e Tecnológica e nasceu das atividades da disciplina de Educação Inclusiva, Diversidade e Cultura. Idealizado pela professora de Sociologia Silvana Sanches, o livro dá espaço às experiências femininas na educação. Mais do que uma publicação acadêmica, a coletânea se propõe a registrar trajetórias, estimular reflexões e mostrar que boas histórias também são produzidas dentro das salas de aula.

DiálogoCelínia Maiolino, que está “setentando” hoje - Foto: Marcio Andrade

 

DiálogoIsabelle Bittencourt - Foto: divulgação

Corrida

Nos meios políticos, a disputa que realmente desperta atenção é a do Senado. A avaliação predominante é de que três nomes despontam como favoritos para disputar as duas vagas em jogo. Até pouco tempo, falava-se em quatro postulantes competitivos. Entretanto, as dificuldades do deputado federal Marcos Pollon dentro do próprio campo político, reduziram seu espaço. Se nada mudar, a corrida tende a ficar mais concentrada e ainda mais acirrada.

Gaveta

O pedido de moção de repúdio contra Flávio Bolsonaro terminou produzindo mais calor do que resultado na Assembleia Legislativa de MS. O requerimento foi retirado de pauta após pedido de destaque e pela falta de quórum suficiente para a votação. No debate, parlamentares do PL fizeram forte oposição à proposta apresentada pelo petista Pedro Kemp. Quem pediu o destaque foi o deputado Coronel David, que teve apoio do colega José Teixeira.

De fora

A Lei Pró-Mulher, que proíbe o acesso de pessoas do sexo biológico masculino aos banheiros, vestiários e demais espaços íntimos femininos em estabelecimentos públicos e privados de Campo Grande, voltou ao centro dos debates durante a votação da LDO. O vereador André Salineiro apresentou emenda para destinar recursos à implementação e fiscalização da norma. Porém, das 37 emendas protocoladas pelo parlamentar, apenas essa recebeu parecer pela inadmissibilidade da Comissão de Finanças. O tema promete novos desdobramentos.

ANIVERSARIANTES 

Celínia de Britto Maiolino,
Deborah Passarelli Barros de Souza,
Gustavo Adolfo Pereira Terra, 
Nair Gonçalves Rech,
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Dr. Marco Aurélio de Oliveira Rocha,
Alberto Rueda Bastos,
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Ludio Domingos da Silva,
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Cinthya Paez de Bona Nardi,
Denise Tiosso Sabino.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Monólogo

Paulo Betti emociona público na abertura da 10ª FLIB com espetáculo sobre memória e literatura

Primeiro dia da Feira Literária de Bonito também premiou estudantes da rede pública, reuniu autoridades e celebrou os dez anos do evento, que transforma a Praça da Liberdade em um grande espaço dedicado aos livros e à cultura

08/07/2026 13h55

Monólogo autoral de Paulo Betti foi montado a partir de notas tomadas ao longo de sua vida

Monólogo autoral de Paulo Betti foi montado a partir de notas tomadas ao longo de sua vida Mariana Piell

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A 10ª edição da Feira Literária de Bonito (FLIB) começou na noite desta terça-feira (7) reafirmando o papel do evento como um dos principais encontros culturais de Mato Grosso do Sul. Com uma programação que reuniu estudantes, escritores, artistas e moradores na Praça da Liberdade, a abertura foi marcada pela valorização da educação, pela celebração dos dez anos da feira e, principalmente, pela apresentação do ator Paulo Betti, que emocionou o público com o monólogo "Autobiografia Autorizada".

O espetáculo foi o ponto alto da primeira noite da FLIB. Diante de uma plateia atenta, Betti conduziu o público por uma narrativa construída a partir de suas próprias memórias, revisitando a infância, a juventude, a relação com os pais e a descoberta do teatro. Em cena, o ator alterna humor, emoção e reflexões sobre identidade, pertencimento e classe social, transformando experiências pessoais em histórias capazes de dialogar com diferentes gerações.

Com mais de cinco décadas dedicadas às artes, Paulo Betti voltou à FLIB dez anos depois de sua primeira participação. O retorno, justamente na edição comemorativa da feira, reforçou o caráter simbólico de uma noite dedicada às histórias e à literatura.

Antes da apresentação, durante entrevista coletiva, o ator explicou que o espetáculo nasceu muito antes do livro homônimo, publicado em 2024. Segundo ele, a peça surgiu da necessidade de contar a própria história sem abrir mão de suas origens.

Monólogo autoral de Paulo Betti foi montado a partir de notas tomadas ao longo de sua vidaPaulo Betti já havia participado da FLIB em 2016 e durante a pandemia de maneira virtual

Betti contou que inicialmente pretendia montar um monólogo escrito pelo dramaturgo José Rubens Siqueira, mas desistiu ao perceber que o texto fazia referência a uma realidade social diferente da sua.

"Minha mãe era empregada doméstica. Eu não podia subir ao palco dizendo que ela tinha uma empregada doméstica. Eu precisava contar a minha história", afirmou.

Foi a partir dessa decisão que o ator reuniu décadas de anotações feitas à mão para construir o espetáculo que, somente depois do sucesso nos palcos, ganhou uma versão ampliada em livro.

Ele revelou que sempre cultivou o hábito de registrar pensamentos, lembranças e acontecimentos em cadernos e folhas soltas, prática que continua incentivando durante os encontros que promove pelo país.

"Tomem notas, se possível à mão. Existe um processo diferente quando você escreve. Você pensa, escolhe as palavras e isso ajuda até a memória", aconselhou.

CULTURA FORA DO EIXO

Ao comentar a importância de participar de uma feira literária realizada em Mato Grosso do Sul, longe do tradicional circuito Rio-São Paulo, Betti destacou que eventos como a FLIB aproximam novos leitores da literatura e reforçam o valor da cultura em um momento em que ela ainda é frequentemente tratada como algo supérfluo.

Leitor desde a adolescência, o ator lembrou que foi incentivado pela mãe, que não sabia ler e fazia dele seu "leitor oficial", responsável por ler cartas, livros e até passagens da Bíblia.

"A literatura é uma das coisas mais necessárias que existem. Uma feira literária num país onde parte das pessoas ainda acha que livro, teatro e cinema são supérfluos merece ser aplaudida", afirmou.

O artista também comentou suas impressões sobre Bonito. Ele relembrou a primeira visita à cidade, em 2016, quando conseguiu conhecer alguns atrativos turísticos, e contou que volta à cidade no fim do mês para participar do Bonito Cinesur, e aproveitará para trazer a esposa e aproveitar melhor o destino.

"Bonito é um lugar que todo mundo quer conhecer. Minha família inteira quer vir para cá", disse.

Durante a viagem até o município, Betti contou que observou a transformação da paisagem do Cerrado até a chegada às áreas preservadas próximas à cidade.

"Quando você vai chegando perto de Bonito, começa a aparecer mais mata. Isso me agrada muito", mencionou, comparando a preservação da natureza no município com as monoculturas que tomam conta de outras regiões no Estado.

UMA DÉCADA

Antes do espetáculo, a abertura oficial da FLIB teve início com um cortejo da Banda Municipal pelas ruas centrais de Bonito, convidando moradores e turistas para acompanhar a programação na Praça da Liberdade.

A cerimônia também foi marcada pela premiação dos vencedores do 4º Concurso de Redação da FLIB, que reconheceu estudantes da Rede Municipal de Ensino e os professores responsáveis pela orientação dos trabalhos.

Os textos vencedores passaram a integrar uma coletânea especial publicada pela feira, fortalecendo o incentivo à leitura e à escrita entre crianças e adolescentes.

Ao abrir oficialmente a programação, o organizador Carlos Porto relembrou a trajetória construída ao longo de uma década e destacou a consolidação da FLIB como espaço de formação cultural.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi o discurso da curadora Maria Adélia Menegazzo, que resumiu o espírito da feira ao afirmar que "enquanto houver leitores, o mundo está salvo", afirmou.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, também destacou a importância do evento para a cidade.

"A FLIB é um orgulho para Bonito. Ver a praça ocupada por estudantes, professores, escritores e famílias mostra a força que esse evento tem para a nossa comunidade", disse.

A programação da primeira noite foi encerrada com o show "Dois Lados", reunindo Carlos Colman, Maria Cláudia, Marcos Mendes e Ana Duarte em uma apresentação marcada pela poesia e pela música.

PROGRAMAÇÃO CONTINUA

A 10ª FLIB segue até domingo (12), com uma intensa programação gratuita que reúne mesas literárias, lançamentos de livros, oficinas, apresentações culturais, contação de histórias e encontros com autores de diferentes regiões do país.

Neste ano, a feira homenageia a escritora Lygia Fagundes Telles e o escritor e editor douradense Luciano Serafim, falecido em 2025, reconhecendo a contribuição de ambos para a literatura brasileira e sul-mato-grossense. Além disso, a edição celebra uma década de história consolidando Bonito como um dos principais polos de difusão da literatura no Centro-Oeste brasileiro.
 

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