Domingo, 19 de Novembro de 2017

Perigo de extinção para 25 espécies de primatas

21 FEV 2010Por 07h:53
Vinte e cinco espécies de primatas vão desaparecer se não forem tomadas rapidamente medidas eficazes para protegêlas, segundo relatório divulgado nesta semana pela União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) e por outras organizações de defesa da biodiversidade. No total, cerca da metade (48%) das 634 espécies de primatas que vivem na Terra já estão na lista vermelha das espécies ameaçadas. Um aumento muito rápido, pois em 2007 apenas 25% estavam em perigo, segundo um informe anterior da União. Entre as espécies mais ameaçadas de desaparecimento, cinco estão em Madagascar, seis no continente africano, onze na Ásia e três na América do Sul e Central, segundo o último informe divulgado por 85 especialistas do mundo inteiro. O mais ameaçado de todos é o langur de Cat Ba (Trachypithecus poliocephalus), do nordeste do Vietnã, do qual há apenas entre 60 e 70 espécimes. Na mesma região, a população de gibões de crista negra (Nomascus nasutus) está limitada a cerca de 110 indivíduos. Em Madagascar restam menos de cem lêmures pertencentes à espécie Lepilemur septentrionalis, também citada no informe. As espécies mais ameaçadas não são aquelas cuja população é a mais reduzida, e sim aquelas cujos habitats estão sendo destruídos e que continuam sendo caçadas pelo homem. “De fato, a espécie de primata mais rara é o gibão de Hanan (China). Mas os chineses já aplicam medidas de conservação muito rigorosas. Mas isso não está na lista, pois há pouco a acrescentar” a esses trabalhos de conservação, declarou Simon Stuart, presidente da Comissão de Sobrevivência das Espécies da União. No reino animal, “os primatas pertencem aos grupos de vertebrados em maior perigo”, ressaltou o presidente do grupo de especialistas sobre primatas da IUCN, Russell Mittermeier, em um comunicado divulgado pela IUCN e por várias ONGs de defesa da biodiversidade em ocasião da apresentação do relatório no zoológico de Bristol, na Grã-Bretanha. O objetivo da lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas é “chamar a atenção do público, incitar os governos a fazer mais, e, em particular, encontrar meios de aplicar medidas de proteção urgentes”, explicou Mittermeier. “Quando a espécie está confinada a um pequeno território, não é caro para a sociedade protegê-la”, disse Stuart. “Mas uma coisa é salvar uma espécie da extinção, como fazem os chineses, e outra é falar de repovoar”, ressaltou o especialista.

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