Sexta, 24 de Novembro de 2017

Pedreiro morto ao abusar de adolescente

7 AGO 2010Por 08h:04
  Três Lagoas

O pedreiro Sebastião Batista dos Santos, de 49 anos, foi morto a golpes de faca. O crime aconteceu na manhã de ontem, no Bairro Jardim Carandá, na periferia de Três Lagoas. Ele teria sido assassinado quando tentava abusar sexualmente da adolescentes D.R., de 15 anos, que o chamava de padrinho por consideração.
Sebastião Santos é a 17ª vítima de homicídio em Três Lagoas, número que expressa aumento de 50% na média deste tipo de crime, em 2010.

Abuso
De acordo com as informações apuradas pela Polícia Militar, no local do crime, Sebastião Santos chegou à casa de sua afilhada, por volta das 9h, e ao, perceber que a garota estava sozinha no imóvel, a levou para o quarto forçadamente.
No momento do abuso, o amásio da garota, Robson Nogueira Cunha, teria retornado do trabalho, surpreendendo o pedreiro ainda durante o ato de agressão. D.R. estaria, inclusive, sem algumas peças de roupa.
Robson Cunha foi à cozinha, onde pegou a faca, e desferiu dois golpes contra o acusado, provocando ferimentos na face e virilha.
De acordo com a adolescente, que chegou a correr para fora da casa para pedir ajuda de vizinhos, o padrinho já a assediava e já haveria até mesmo uma queixa contra ele. O amásio da garota está foragido.
O delegado regional de Polícia Civil, Vítor Lopes, reconhece que as estatísticas revelam um crescimento acentuado nos crimes de morte no município, porém afirma que são casos difíceis de prevenir. “São homicídios que envolvem criminosos ou crimes passionais”, explicou.

Estatística
Lopes confirmou que, durante todo o ano de 2009, foram registrados 20 homicídios, uma média de 1,66 por mês. Em 2010, somente até os primeiros dias de agosto já são 17, uma média mensal de 2,4.
A Delegacia Regional de Três Lagoas vem sofrendo críticas quanto à elucidação de vários crimes, incluindo assaltos e furtos. Na terça-feira, o presidente da Câmara Municipal,  vereador Fernando Milan, fez pronunciamento cobrando resultados como respostas para a população.
Vitor Lopes justificou que há falta de efetivo. “Temos apenas uma delegacia de investigações e seis investigadores para uma cidade de 100 mil habitantes”, disse.

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