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PEC 37 ganha as ruas, mas poucos sabem o que é

PEC 37 ganha as ruas, mas poucos sabem o que é

IG

23/06/2013 - 10h45
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O protesto deste sábado em São Paulo deu de graça aos procuradores da República e promotores a vitória na primeira batalha da guerra em torno da PEC 37, a proposta de emenda constitucional que reforça o poder da polícia como titular exclusivo de investigações penais. “O Congresso tem de rejeitar. Só depois poderemos negociar o que fazer”, disse o promotor Felipe Locke, presidente da Associação Paulista do Ministério Público.  Durante as quatro horas em que marcharam da Paulista até o centro da cidade, dezenas de milhares de manifestantes entoaram palavras de ordem, exibiram centenas de cartazes e faixas contra a PEC, mas pouca gente sabia exatamente de que se tratava. “É contra a corrupção e contra a impunidade”, cravou o estudante José Paulo Esteves, que se enrolou quando perguntado sobre como funciona atualmente o aparato de investigações criminais no país. “Não sei os detalhes”, admitiu

A maioria dos entrevistados que participaram da manifestação que terminou com “um abraço” prédio do Ministério Público Estadual, no centro da cidade, não tem intimidade com conceitos de Direito e bateu na mesma tecla, sem saber o que diz a Constituição sobre o papel das instituições e nem como cada uma delas atua atualmente. “Só sei que é contra a corrupção e que devemos apoiar”, acrescentou o professor de história Valdemar Luzardo, que carregava um cartaz em que se lia “Contra a PEC da imunidade”. “O que a população está percebendo é que a PEC favorece a corrupção e a impunidade. É isso que interessa nesse momento”, disse Locke, que fez um longo mergulho no tempo para tentar explicar sua tese. 

“Se a PEC for aprovada, voltaremos à Era Vargas e teremos um chefe da polícia mandando no país. Com as investigações nas mãos da polícia, o delegado vai investigar o que quiser ou o governo quiser. Como ele pode ser removido, fará investigações com ausência de transparência e excesso de impunidade”, acredita o promotor. De autoria do delegado de polícia Lourival Mendes, do PT do B do Maranhão, a PEC 37 é um tema árido para o grosso da população, mas hoje dificilmente seria aprovada no Congresso por causa das manifestações que tomam conta do país. A proposta é, na verdade, uma redundância jurídica porque afirma aquilo que já está na Constituição: polícia investiga, promotor e procurador denunciam e o juiz julga. O problema é que desde 2007, amparado numa resolução do Conselho Nacional do Ministério Público, a investigação criminal deixou de ser monopólio da polícia. A maioria dos juristas e criminalistas é contra por se tratar de uma norma que não poderia estar acima da Constituição ou das leis. Em São Paulo, o Ministério Público, ajudado pela Polícia Militar, passou a investigar as organizações criminosas, enquanto em nível nacional, os procuradores passaram também a se dedicar ao combate a corrupção, uma atribuição até então exclusiva da Polícia Federal.

Procuradores e promotores aproveitaram os protestos contra a corrupção para levar o tema para as ruas. “Eu gostaria que a PEC 37 fosse votada hoje”, diz o promotor Felipe Locke, com a certeza de que seria rejeitada pela força das manifestações. “Não aceito maniqueísmo”, diz, para afirmar que quem está contra a emenda está do “lado do bem”. O promotor Artur Magliori vai na mesma linha: “quando investigamos é para o bem da população. No Brasil a corrupção é endêmica. Ou o Ministério Público investiga ou país perde para a corrupção”.

Locke diz que é inaceitável a concentração de poder numa só instituição e que o MP deve ainda controlar a atividade policial. O controle é uma das atribuições legais de procuradores e promotores, que nem sempre o órgão executa. “Eles não deixam”, reclama o promotor ao ser questionado sobre o pífio papel do MP na fiscalização da polícia. Locke afirma que a tese de que o MP deve ficar fora das investigações é amparada pelo jurista Ives Gandra Martins que, segundo lembra, apoiou o golpe militar de 1964 no Brasil e, mais recentemente, em Honduras.

“O combate a corrupção não pode ficar só nas mãos da polícia”, disse o chefe interino da procuradoria da República em São Paulo, Aureo Lopes, que comemorou o ingresso do tema nos protestos que tem balançado o país. A oportunista inclusão da PEC 37 nas manifestações de rua silenciou os policiais que lutavam pela aprovação. Como tema é de difícil compreensão popular por mexer filigranas jurídicas, os delegados se recolheram, mas não têm com o que se preocupar: o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), retirou o assunto da agenda e, se nada mudar, pelo menos com base no que diz a Constituição, continuam com a prerrogativa exclusiva de investigar. Nos protestos deste sábado a condenação da PEC rimou com os palavrões contra a corrupção e contra governo e Congresso..

encontrado

Cantor Rick e mais 4 pessoas morrem em queda de helicóptero em SC

Helicóptero desapareceu e na segunda-feira e foi encontrado na manhã desta terça-feira; não houve sobreviventes

22/09/2026 11h43

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O helicóptero com o cantor Rick, da dupla com Renner, e outros quatro pessoas, que desapareceu na Serra de Santa Catarina, foi encontrado nesta terça-feira (22). Conforme informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, não houve sobreviventes.

A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21). Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto da aeronave. A identidade do quinto corpo ainda não foi informada. 

A aeronave decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participaram da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

De acordo com a corporação, as buscas foram reforçadas com cão de busca e resgate. A procura foi direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) atuaram na ocorrência, sendo uma Black Hawk (H-60) e a SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano de Campo Grande.

Na última sexta-feira (18), o cantor e sua dupla, Renner, fez show em Campo Grande, em evento que também teve apresentação da dupla Gian & Giovani.

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa CatarinaHelicóptero foi encontrado nesta terça-feira em Santa Catarina, sem sobreviventes (Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros SC)

Quem é Rick?

Rick, originalmente batizado Geraldo Antonio de Carvalho, nasceu em 5 de dezembro de 1966, no Tocantins, e tem uma carreira de décadas na música sertaneja, tendo deixado sua marca em sucessos que atravessaram diferentes fases do gênero.

Rick começou a carreira musical ainda menino, e formou a dupla Sereno & Serenata com sua irmã Dalva. Mais tarde, fez parte de outras duplas até formar a parceria com Renner, nos anos 1980.

O reconhecimento nacional veio especialmente a partir do fim dos anos 1990, com a música Ela é Demais (conhecida pelo verso ‘uma deusa, uma louca, uma feiticeira...’).

A dupla também emplacou outros sucessos ao longo da carreira, entre eles Bebedeira, Nos Bares da Cidade e Eu Mereço. Rick foi responsável pela autoria de boa parte das canções que se tornaram conhecidas na parceria.

Além da carreira como cantor, Rick construiu uma trajetória expressiva como compositor. Suas músicas foram gravadas por artistas importantes do sertanejo, entre eles Chitãozinho & Xororó, João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo, Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone e Gino & Geno.

Entre as composições associadas ao artista estão Hoje Eu Sei, Só Dá Você na Minha Vida, Conta pra Ela, Eu Menti, Página de Amigos e Nunca Amei Assim. O trabalho como autor ampliou a presença de Rick no gênero para além dos discos da própria dupla.

Ao longo dos anos, os dois também passaram por períodos de separação e retomada profissional. Rick posteriormente investiu em projetos solo e continuou atuando como cantor e compositor.

O show mais recente da dupla aconteceu no sábado, dia 19, em um evento corporativo em Sorriso, no Mato Grosso.

* Com Estadão Conteúdo

LUTO

Morre primeiro prefeito eleito de São Gabriel do Oeste

Roberto Emiliani participou da estruturação do município; prefeitura também lamentou a morte do servidor Ronilso Freitas Brandão, que atuou por mais de 40 anos no serviço público

22/09/2026 11h30

Roberto Emiliani foi o primeiro prefeito eleito de São Gabriel do Oeste e participou do período de estruturação administrativa do município

Roberto Emiliani foi o primeiro prefeito eleito de São Gabriel do Oeste e participou do período de estruturação administrativa do município Divulgação

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São Gabriel do Oeste decretou luto oficial de três dias pela morte de Roberto Emiliani, primeiro prefeito eleito do município, e do servidor público municipal Ronilso Freitas Brandão. Em razão das duas mortes, o Paço Municipal ficará fechado na tarde desta terça-feira (22), para que os servidores possam acompanhar os velórios e prestar as últimas homenagens.

De acordo com o portal de notícias da Prefeitura de São Gabriel do Oeste, Emiliani teve participação importante na história político-administrativa do município ao assumir a administração em um período de estruturação e consolidação da cidade.

Primeiro prefeito escolhido pelo voto popular em São Gabriel do Oeste, ele participou da construção das bases administrativas do município. A prefeitura destacou que sua trajetória permanece ligada à história do desenvolvimento da cidade.

O município também decretou luto pela morte de Ronilso Freitas Brandão, servidor que acumulou mais de quatro décadas de atuação no serviço público municipal.

Ao longo de mais de 40 anos, Brandão acompanhou diferentes períodos da administração de São Gabriel do Oeste. Segundo a prefeitura, ele era reconhecido pela dedicação ao trabalho e pela relação construída com colegas e moradores durante sua trajetória profissional.

Como forma de homenagem aos dois, as bandeiras dos prédios públicos municipais permanecerão a meio-mastro durante os três dias de luto oficial.

Além disso, o Paço Municipal não terá expediente na tarde desta terça-feira. A medida permite que servidores participem das cerimônias de despedida. Após o período de suspensão, o atendimento será retomado conforme o expediente regular.

Em nota, a administração municipal manifestou pesar e solidariedade aos familiares e amigos de Roberto Emiliani e Ronilso Freitas Brandão e destacou as contribuições deixadas por ambos à história e ao serviço público de São Gabriel do Oeste.

 

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