Sexta, 17 de Novembro de 2017

Pavimentação desenvolve regiões esquecidas do Brasil e do Paraguai

13 AGO 2010Por 08h:12
Carlos Henrique Braga

A região da fronteira com o Paraguai vai pegar a estrada para livrar-se do peso de décadas de economia em marcha lenta. A pavimentação de 337 quilômetros da Rodovia Sul Fronteira, orçada em R$ 332 milhões, vai ligar Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, a Mundo Novo.
A terraplenagem já chegou a Aral Moreira, cidade vizinha a Sanga Puitã. O caminho, fronteira seca entre os países, corta cidades brasileiras e paraguaias isoladas pelas péssimas condições das estradas MS-299 e MS-165. Ponto para a produção local, que poderá ser escoada com mais facilidade e custo menor. O governo estadual estima em 47% a redução de custos para automóveis na nova via, que levarão metade do tempo entre os dois principais destinos.
“Essa pavimentação traz novos ânimos para a população e os investidores já olham com outros olhos para cá”, conta o prefeito de Aral Moreira, cidade com 8 mil habitantes, Edson Luiz de David (PTB). Ele acredita que a diversificação econômica e industrialização venham na esteira do asfalto. Hoje, as cidades têm juntas 140 mil pessoas e destacam-se na agropecuária – embora a fronteira não passe, para muitos, de área de acesso para compras mais baratas. Desse modo, agroindústrias são bem-vindas. “Somos fortes em soja, milho, trigo, algodão, aveia...”, contabiliza o prefeito, “e vamos ter como chegar aos portos mais rápido, como o de Porto Murtinho ou de Concepción, no Paraguai”.
Concepción é a porta de entrada para o Pacífico que, por sua vez, é o caminho para o mercado internacional, sem a necessidade de cruzar o País para chegar ao Atlântico. A produção rural chegará ao porto com frete mais barato. Ponta Porã, por exemplo, vai encurtar em 8 mil quilômetros a distância à China, principal mercado para seus bois e soja.

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