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Partidos pedem saída de Gim Argello da relatoria do Orçamento

Partidos pedem saída de Gim Argello da relatoria do Orçamento

folha online

07/12/2010 - 17h53
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Em meio às denúncias de que o senador Gim Argello (PTB-DF) teria destinado emendas do Orçamento da União para entidades fantasmas, o DEM e o PPS pediram nesta terça-feira a saída do parlamentar da relatoria-geral do Orçamento de 2011.

O vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jardim (SP), fez o pedido ao presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Waldemir Moka (PMDB-MS). Jardim disse que Moka negocia com deputados e senadores da base aliada do governo e da oposição a saída do relator.

"O presidente da comissão está fazendo gestão neste sentido porque todo o processo [de votação do Orçamento] fica contaminado com a permanência do senador Gim Argello", afirmou Jardim.

Segundo o deputado, que é membro da Comissão de Orçamento, a permanência de Argello na relatoria ficou "insustentável" diante das denúncias. "A melhor alternativa neste momento é o afastamento, até para não comprometer a votação do Orçamento deste ano."

Para o vice-líder do PPS, a saída de Argello é a única maneira de garantir a transparência das emendas apresentadas ao Orçamento de 2011. Ele disse ainda que o partido entende que, pela gravidade das denúncias e para o bom andamento da apreciação da peça orçamentária, o afastamento do relator é essencial neste momento para o andamento dos trabalhos da comissão.

Já a bancada do DEM na Câmara divulgou uma nota defendendo o afastamento de Gim Argello. A legenda cobra ainda a rigorosa punição aos responsáveis, no caso de comprovação das irregularidades. "A bancada dos Democratas na Câmara dos Deputados vem a público para pedir a imediata destituição do relator, senador Gim Argello, e nomeação de outro", diz a nota.

O partido também defende a manutenção do calendário de votação do Orçamento para 2011, que deve ser concluída ainda neste ano.

Argello disse hoje que não pretende se afastar da relatoria-geral do Orçamento de 2011. Ele afirmou que não há "qualquer possibilidade" disso acontecer porque atribui à União a falta de fiscalização nas entidades beneficiadas com recursos orçamentários.

"Isso não prejudica o andamento dos trabalhos porque são emendas referentes a um único parlamentar", disse.

O relator afirmou que vai pedir ao TCU (Tribunal de Contas da União), PGR (Procuradoria Geral da República) e Controladoria Geral da União para investigar as denúncias envolvendo as entidades fantasmas.

Argello reafirmou que recebeu "demandas" para destinar recursos às entidades sem ter conhecimento de que eram fantasmas. "Cabe aos ministérios e às entidades fiscalizadoras do governo investigar", disse.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o relator destinou R$ 3 milhões de emendas de sua cota individual neste ano para entidades fantasmas do DF.

Hoje, a Folha publicou reportagem mostrando que Argello incluiu em sua relação de emendas para 2011 o total de R$ 250 mil para uma ONG controlada por uma amiga.

Ex-socialite em Brasília, Wilma Magalhães foi condenada pela Justiça por evasão de divisas na esteira do escândalo dos Anões do Orçamento, na década de 90.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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