Domingo, 19 de Novembro de 2017

Participação de Lula na campanha de Orcírio divide o PT

1 MAR 2010Por 04h:31
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa está dividida sobre a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) na sucessão estadual. Para o deputado Amarildo Cruz (PT), o presidente está certo ao priorizar a sucessão presidencial mantendo-se neutro nos estados onde o partido tiver dois palanques para a ministra Dilma Rousseff (PT). Em contrapartida, Paulo Duarte (PT) e Pedro Kemp (PT) torcem pela presença de Lula em Mato Grosso do Sul, pois acreditam que sua participação poderá alavancar a candidatura de José Orcírio. Para Amarildo, ex-presidente regional do PT, o projeto presidencial é prioridade. “Ao contar com o palanque do PMDB e do PT, a Dilma será praticamente unanimidade no Estado, e isso é muito bom”, ressaltou. “E de certa forma a imagem do Zeca (José Orcírio) é vinculada ao PT e ao presidente, portanto, a ausência de Lula não será determinante na eleição”, completou. Por outro lado, os deputados estaduais Paulo Duarte e Pedro Kemp classificaram como “falso” o eventual palanque que Puccinelli pode oferecer a Dilma. “Primeiro, porque seria aliança por conveniência, já que o governador tem medo de ir contra o presidente. Segundo, porque o André sempre falou mal do PT, inclusive, chamou o Lula de praga da agricultura e de sapo barbudo”, explicou Paulo Duarte. Para Kemp, o governador faz “chantagem” com o presidente para forçar a retirada da candidatura de José Orcírio. “Se ele realmente quisesse apoiar a Dilma teria feito igual ao prefeito Nelsinho Trad, que já manifestou sua preferência pela ministra”, opinou. Mas independentemente das intenções do PMDB, os dois petistas avaliam a participação corpo-a-corpo de Lula na campanha de José Orcírio como melhor alternativa para conquistar a vitória na eleição. “Hoje, o corpo do Lula é o mais cobiçado do mundo”, brincou Paulo Duarte, levando em conta a alta popularidade do presidente. Em contrapartida, os tucanos minimizaram a força de Lula na disputa pela sucessão estadual. “A vinda do presidente não vai influir porque um dia não muda uma eleição”, disse o presidente regional do PSDB, deputado estadual Reinaldo Azambuja. Para ele, Puccinelli vai perder bem mais enfrentando a senadora Marisa Serrano (PSDB) e José Orcírio do que se ficar sem o apoio do presidente. “Com a Marisa na disputa, os votos vão se dividir”, alegou. Lula deixou claro que, na hipótese de Dilma contar com apoio do governador, além do de José Orcírio, ele vai ficar fora da disputa pela sucessão estadual. Mas, se o PMDB aliarse aos tucanos, Lula prometeu empenho na campanha do exgovernador. (LK)

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