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Parques na Amazônia serão reduzidos por medida provisória

Parques na Amazônia serão reduzidos por medida provisória

da redação

13/07/2011 - 21h00
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Em nome do desenvolvimento, três unidades de conservação da Amazônia, entre elas o parque nacional mais antigo da região, terão sua área reduzida ainda neste ano para dar lugar a duas hidrelétricas. Outras cinco áreas protegidas estão na mira do governo federal.

Uma medida provisória a ser editada ainda neste mês determinará a "desafetação" (redução) do Parque Nacional da Amazônia e das florestas nacionais de Itaituba 1 e 2. As unidades serão alagadas pelos reservatórios das usinas de São Luiz e Jatobá, no rio Tapajós, no Pará.

Sem estudos

O desenvolvimento parece ser tão urgente que as unidades serão reduzidas sem a realização de estudo prévio, após um pedido da Eletronorte.

A decisão foi comunicada no último dia 1º aos chefes das áreas protegidas pela presidência do ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade).

Na mesma reunião, foram instruídos a não conversar com a imprensa sobre isso.

Todos eles se opõem à redução das áreas, como mostram documentos do ICMBio obtidos pela Folha. Segundo eles, a redução subverte o sentido das unidades.

O caso mais dramático é o do parque nacional da Amazônia, criado nos anos 1970. A zona a ser alagada é de alta prioridade para a conservação de peixes e aves, e biólogos temem que a implantação da usina de São Luiz provoque extinções locais. Em caráter emergencial, o ICMBio determinou um levantamento da fauna aquática do local em setembro.

A megausina de São Luiz do Tapajós, a principal do complexo, será a quarta maior do país, com 6.133 megawatts -quase a potência somada de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. Jatobá terá 2.338 megawatts.

Os parques integram o mosaico de unidades de conservação da BR-163, criado pela União em 2005 para conter o desmatamento e a grilagem de terras na região.

É o maior conjunto de áreas protegidas do país.

A partir do ano que vem, entram em discussão as reduções de outras cinco áreas protegidas e uma terra indígena, para dar lugar a mais três usinas do chamado Complexo Tapajós, o maior projeto hidrelétrico do governo depois de Belo Monte.

Como compensação, o governo estuda criar uma estação ecológica em Maués, no Estado do Amazonas.
 

Com informações da Folha

INVESTIGAÇÃO

Fuzil usado para matar PM na fronteira é arma de ações de contraterrorismo nos EUA

Armamento é de origem alemã e usado geralmente por tropa de elite dos Estados Unidos em missões de contraterrorismo

06/07/2026 08h00

Polícia divulgou imagens das armas apreendidas com os suspeitos presos, entre elas, um fuzil usado pela Força Delta dos EUA

Polícia divulgou imagens das armas apreendidas com os suspeitos presos, entre elas, um fuzil usado pela Força Delta dos EUA Divulgação/PM

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O atentado praticado por três criminosos em Ladário, no dia 30 de junho, envolveu o uso de armamento pesado que não é vendido normalmente no Brasil. Nesse ataque, o policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos, acabou falecendo, ao tentar barrar a fuga dos suspeitos durante ronda de equipe do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (Getam).

O fuzil utilizado pelos investigados e encontrado pela Polícia Militar é de origem alemã, usado por tropa de elite considerada para missões secretas dos Estados Unidos, a Força Delta, que atua em missões de contraterrorismo, resgate de reféns e captura de alvos.

Conforme a Polícia Militar, por ser um armamento de uso restrito e de alto poder de precisão, a apreensão desse fuzil é uma medida importante para combater o crime organizado.

Conforme as apurações, foi identificado que os envolvidos no ataque têm ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e dispararam os tiros em Ladário em um cenário de disputa entre pessoas com ligação com a facção.

“É um armamento de uso restrito. Por conta disso, a gente redobra a atenção nas abordagens, para que isso seja feito com o máximo de segurança possível. A polícia realiza um treinamento contínuo para justamente ter condições de realizar o enfrentamento diante desse aumento do poder de fogo da criminalidade”, afirmou o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho.

Esse tipo de armamento encontrado em Corumbá depois da morte do soldado da PM Marcelo Pimenta é utilizado não só nos Estados Unidos.

O fuzil HK417 é um armamento direcionado para uso do Exército da Alemanha, pela unidade secreta do Exército do Reino Unido e pelo Comando de Operações Especiais da França.

No Brasil, unidades de elite da Polícia Federal também usam essa arma, e existem ao menos 200 delas destinadas para operações especiais. Além disso, nesse caso registrado na fronteira, houve a identificação de que o crime organizado também utiliza o armamento.

O fuzil HK417 não é o único tipo de armamento que o grupo de três homens usou para fazer o ataque a um alvo no município de Ladário.

Também foram apreendidos uma carabina M4 calibre 556 com dois carregadores – que pode ser encontrada disponível para a venda para Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) –, um revólver calibre 38, duas pistolas 9 mm, bem como 17 munições calibre 762, 4 munições 38, 10 munições 357, 39 munições 5.56 e outras 35 munições 9 mm.

Também foram apreendidos dois distintivos e quase um quilo de haxixe.

Todo esse material bélico foi localizado por conta de operação montada com mais de 100 policiais. Ela foi desencadeada na noite do dia 30 de junho, depois que o trio realizou o ataque a uma casa em Ladário e tentou fugir.

Todo esse armamento estava escondido dentro de sacos, nos fundos de uma casa que fica na Rua Joaquim Murtinho.

Os itens apreendidos foram encaminhados para a Polícia Civil de Corumbá, que enviou o material para passar por perícia técnica. O trabalho investigativo envolve tentar localizar a origem dos armamentos. 

APURAÇÕES

No trabalho de rondas e investigação, as forças de segurança identificaram Everton da Silva Viana, de 40 anos, e Rubens Zilio Neto, que tiveram envolvimento direto no atentado. Um terceiro suspeito ainda não foi identificado, mas há averiguações para tentar obter informações sobre ele.

Depois que dois suspeitos foram presos para averiguação, Everton chegou a apontar alguns possíveis locais onde as armas estariam escondidas, mas nas rondas não houve a localização do armamento.

Em uma dessas vistorias, em região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, a Polícia Militar informou que Everton tentou furtar a arma de um PM e houve luta corporal. Por conta da reação, ele acabou alvejado e morreu após ter sido levado ao pronto-socorro de Corumbá, ainda no dia 30 de junho.

Rubens Zilio Neto permanece preso, e a Justiça estadual converteu o flagrante em prisão preventiva. Além disso, ele tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Goiás.

Outra pessoa presa nessa operação foi Kalissa das Neves Guadalupe, de 33 anos, que era namorada de Everton da Silva Viana. Todo o armamento localizado pela Polícia Militar estava escondido nos fundos da casa dela. O flagrante contra ela também foi convertido em prisão preventiva durante audiência de custódia.

A Polícia Civil de Corumbá está com inquérito aberto para investigar o caso.

Os crimes relacionados à ocorrência são de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, homicídio simples na forma tentada, tráfico de drogas, integração em organização criminosa e homicídio qualificado, em razão da morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva.

Influenciadora

Quem é a influencer de 96 anos ameaçada de expulsão de casa de repouso após promover festas?

Grandma Droniak é um sucesso nas redes sociais por seus vídeos bem-humorados sobre envelhecimento desde 2019

05/07/2026 23h00

Grandma Droniak é um sucesso nas redes sociais por seus vídeos bem-humorados sobre envelhecimento desde 2019.

Grandma Droniak é um sucesso nas redes sociais por seus vídeos bem-humorados sobre envelhecimento desde 2019. Redes Sociais

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Uma influenciadora de 96 anos diz que quase foi expulsa da casa de repouso onde vive por promover festas com outros residentes.

O relato foi publicado por Lilian Droniak, conhecida como Grandma Droniak, em seu Instagram, onde soma mais de 4 milhões de seguidores.

“Estou sendo expulsa do asilo. Acabei de receber esta carta. Diz que serei expulsa se não parar com as festas”, afirmou Lilian na publicação em que mostra um “aviso formal” da casa de repouso.

Segundo a influenciadora, ela paga US$ 12 mil (cerca de R$ 62 mil, conforme a cotação atual) para viver no local.

“Estamos entrando em contato porque recebemos muitas reclamações sobre barulho no seu quarto. Festas não são permitidas e você não pode servir bebidas alcoólicas para outros residentes. Isso representa um risco à segurança”, dizia um trecho da carta.

“Embora incentivemos os moradores a socializar e participar de atividades comunitárias, não podemos permitir festas descontroladas. As imagens de segurança mostram que havia pessoas saindo do seu quarto à 1h da manhã da última terça-feira.”

Grandma Droniak é um sucesso nas redes sociais por seus vídeos bem-humorados sobre envelhecimento desde 2019.

Na internet, Lilian publica vídeos sobre seu dia a dia na casa de repouso, para onde se mudou em 2024 após sofrer uma queda, além de comentários sobre seus namorados e conteúdos inusitados, como um “arrume-se comigo” para um funeral de um colega que morava com ela no local.

A influenciadora tem 15 milhões de seguidores no TikTok e mais de 485 milhões de curtidas na rede de vídeos.

Ela também vende camisetas com piadas para os fãs, com dizeres como “Você não está convidado para o meu funeral” ou “Se a vida é curta, por que eu estou aqui?”.

Segundo a People, representantes da influenciadora disseram que o “aviso formal” era verdadeiro e que a questão “já foi resolvida”.

Conforme a revista, Lilian pode receber amigos em seu quarto, mas não pode oferecer bebidas alcoólicas para outros residentes.

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